A Repórter Brasil está sob censura judicial desde o dia 9 de outubro de 2015. Saiba mais.

TO: MP denuncia fazendeiros por manter 83 em trabalho escravo

O Ministério Público Federal (MPF) no Tocantins denunciou nesta quinta-feira três suspeitos de submeterem 83 trabalhadores (um menor de idade) a condições análogas às de escravidão ao colocá-los em condições degradantes e com excessiva jornada de trabalho em 2006. Fernandes Lavagnoli, Leoni Lavagnoli e José Carlos Tardin do Carmo Junior, conhecido como Bacuri, teriam cometido os abusos na fazenda Dois Irmãos e Colatina, localizadas na zona rural de Arapoema (TO). Ao todo, 18 eram de Arapoema, 10 de Itacajá e 55 de Guadalupe (PI). Um arregimentador seria o responsável pela contratação desses últimos. De acordo com o MPF, o suspeito, conhecido por Sinaldo, forneceria trabalhadores a pedido de Bacuri, responsável pela administração das fazendas. O arregimentador teria adiantado R$ 250 para que os trabalhadores financiassem as despesas do transporte até a fazenda e deixassem dinheiro com as suas famílias, criando dívida que a ser descontada do trabalho. Cada um teve que arcar com despesas de alimentação durante a viagem, além de pagar R$ 100 de transporte à fazenda e R$ 10 pelo serviço de arregimentação. Segundo o Ministério do Trabalho, de 21 de junho a 28 de julho de 2006, eles tiveram que dormir em um refeitório superlotado, sem colchões e armários individuais. O caminhão utilizado para o transporte era o mesmo usado para o gado. Os trabalhadores ainda beberiam água dos córregos que cortam os pastos, também usados pelo gado para urinar, além de ter que caçar para se alimentar. Os trabalhadores estariam com suas carteiras de trabalho assinadas com contratos de experiência de 45 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. Mas para o MPF o período de trabalho era superior ao estipulado. De acordo com declarações, eles não podiam sair da fazenda e os chefes fariam referências à multa rescisória pela quebra do contrato. Segundo o MP, a fazenda Dois Irmãos também vendia mercadorias aos trabalhadores a preços superiores ao do comércio local para que eles contraíssem dívidas, o que evitava suas saídas do local.

O Ministério Público Federal (MPF) no Tocantins denunciou nesta quinta-feira três suspeitos de submeterem 83 trabalhadores (um menor de idade) a condições análogas às de escravidão ao colocá-los em condições degradantes e com excessiva jornada de trabalho em 2006. Fernandes Lavagnoli, Leoni Lavagnoli e José Carlos Tardin do Carmo Junior, conhecido como Bacuri, teriam cometido os abusos na fazenda Dois Irmãos e Colatina, localizadas na zona rural de Arapoema (TO).

Ao todo, 18 eram de Arapoema, 10 de Itacajá e 55 de Guadalupe (PI). Um arregimentador seria o responsável pela contratação desses últimos. De acordo com o MPF, o suspeito, conhecido por Sinaldo, forneceria trabalhadores a pedido de Bacuri, responsável pela administração das fazendas.

O arregimentador teria adiantado R$ 250 para que os trabalhadores financiassem as despesas do transporte até a fazenda e deixassem dinheiro com as suas famílias, criando dívida que a ser descontada do trabalho. Cada um teve que arcar com despesas de alimentação durante a viagem, além de pagar R$ 100 de transporte à fazenda e R$ 10 pelo serviço de arregimentação.

Segundo o Ministério do Trabalho, de 21 de junho a 28 de julho de 2006, eles tiveram que dormir em um refeitório superlotado, sem colchões e armários individuais. O caminhão utilizado para o transporte era o mesmo usado para o gado. Os trabalhadores ainda beberiam água dos córregos que cortam os pastos, também usados pelo gado para urinar, além de ter que caçar para se alimentar.

Os trabalhadores estariam com suas carteiras de trabalho assinadas com contratos de experiência de 45 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. Mas para o MPF o período de trabalho era superior ao estipulado. De acordo com declarações, eles não podiam sair da fazenda e os chefes fariam referências à multa rescisória pela quebra do contrato.

Segundo o MP, a fazenda Dois Irmãos também vendia mercadorias aos trabalhadores a preços superiores ao do comércio local para que eles contraíssem dívidas, o que evitava suas saídas do local.


Apoie a Repórter Brasil

saiba como

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *