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Operação do MPT-ES e SRTE flagra trabalhadores alojados em ambiente precário em Marechal Floriano

Cinco trabalhadores rurais foram encontrados em situação precária na região de Alto Santa Maria, em Marechal Floriano, região serrana do Espírito Santo. Eles faziam o corte de eucalipto e ajudavam a carregar caminhões que abastecem serrarias locais e um posto da Fibria (antiga Aracruz Celulose) com a madeira. Nenhum tinha carteira assinada e três deles, que vieram de Jaguaré, norte do estado, estavam em situação degradante em um alojamento inadequado. O flagrante foi feito durante uma operação do Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT-ES) e da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) que investigava denúncia de trabalho escravo na região. Com o apoio de agentes do Núcleo de Operações Especias (NOA) da Polícia Rodoviária Federal, a equipe chegou ao local no fim da manhã desta quarta-feira (1/9). Na primeira propriedade visitada, foram encontrados três trabalhadores próximos ao alojamento. O cômodo, feito em alvenaria, tinha pouco mais de 10 m² e apresentava buracos nas paredes. Havia duas camas em um canto, e um colchão, no chão, denunciava onde um deles dormia. No mesmo ambiente estava o fogão usado parar fazer as refeições. Não havia mesas, cadeiras, sequer água potável. Como o responsável pela contratação do grupo não estava presente para ser notificado, a equipe seguiu para outra propriedade. Lá, dois trabalhadores estavam em um barracão de madeira. Apesar de informarem não pernoitar no ali, foram encontradas objetos pessoais e equipamentos eletrônicos que indicavam o contrário. O dono da propriedade foi notificado e orientado a assinar a carteira da dupla e apresentar os documentos referentes à regularização em dez dias. Depois de fazer buscas na região, o responsável pela contratação do primeiro grupo foi localizado no centro de Marechal Floriano. Ele retornou com a fiscalização até sua propriedade, foi notificado pelas irregularidades e orientado a efetuar o pagamento dos dias trabalhados para que os trabalhadores pudessem voltar para casa. Como já era noite, o retorno ficou marcado para o dia seguinte. No inicio da manhã desta quinta-feira (2/9), a equipe de auditores do Trabalho da SRTE/ES e o procurador do Trabalho Breno da Silva Maia Filho do MPT-ES voltaram ao local. Os trabalhadores receberam pelos dias trabalhados e foram levados até a rodoviária, onde embarcaram em um ônibus para Vitória, de onde seguiram para Jaguaré. Em junho deste ano, em operação realizada na mesma região, um grupo de 15 trabalhadores foi encontrado em condição análoga a de escravos na Fazenda Araponga. Eles foram resgatados por uma equipe formada pelo MPT-ES, SRTE/ES e Polícia Federal. O MPT-ES ingressou com uma Ação Civil Pública e a audiência está marcada para o dia 22 de setembro, na Vara do Trabalho de Venda Nova do Imigrante

Cinco trabalhadores rurais foram encontrados em situação precária na região de Alto Santa Maria, em Marechal Floriano, região serrana do Espírito Santo. Eles faziam o corte de eucalipto e ajudavam a carregar caminhões que abastecem serrarias locais e um posto da Fibria (antiga Aracruz Celulose) com a madeira. Nenhum tinha carteira assinada e três deles, que vieram de Jaguaré, norte do estado, estavam em situação degradante em um alojamento inadequado. O flagrante foi feito durante uma operação do Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT-ES) e da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) que investigava denúncia de trabalho escravo na região.

Com o apoio de agentes do Núcleo de Operações Especias (NOA) da Polícia Rodoviária Federal, a equipe chegou ao local no fim da manhã desta quarta-feira (1/9). Na primeira propriedade visitada, foram encontrados três trabalhadores próximos ao alojamento. O cômodo, feito em alvenaria, tinha pouco mais de 10 m² e apresentava buracos nas paredes. Havia duas camas em um canto, e um colchão, no chão, denunciava onde um deles dormia. No mesmo ambiente estava o fogão usado parar fazer as refeições. Não havia mesas, cadeiras, sequer água potável. Como o responsável pela contratação do grupo não estava presente para ser notificado, a equipe seguiu para outra propriedade.

Lá, dois trabalhadores estavam em um barracão de madeira. Apesar de informarem não pernoitar no ali, foram encontradas objetos pessoais e equipamentos eletrônicos que indicavam o contrário. O dono da propriedade foi notificado e orientado a assinar a carteira da dupla e apresentar os documentos referentes à regularização em dez dias.

Depois de fazer buscas na região, o responsável pela contratação do primeiro grupo foi localizado no centro de Marechal Floriano. Ele retornou com a fiscalização até sua propriedade, foi notificado pelas irregularidades e orientado a efetuar o pagamento dos dias trabalhados para que os trabalhadores pudessem voltar para casa. Como já era noite, o retorno ficou marcado para o dia seguinte.

No inicio da manhã desta quinta-feira (2/9), a equipe de auditores do Trabalho da SRTE/ES e o procurador do Trabalho Breno da Silva Maia Filho do MPT-ES voltaram ao local. Os trabalhadores receberam pelos dias trabalhados e foram levados até a rodoviária, onde embarcaram em um ônibus para Vitória, de onde seguiram para Jaguaré.

Em junho deste ano, em operação realizada na mesma região, um grupo de 15 trabalhadores foi encontrado em condição análoga a de escravos na Fazenda Araponga. Eles foram resgatados por uma equipe formada pelo MPT-ES, SRTE/ES e Polícia Federal. O MPT-ES ingressou com uma Ação Civil Pública e a audiência está marcada para o dia 22 de setembro, na Vara do Trabalho de Venda Nova do Imigrante


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