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Ocorrências de trabalho escravo caem, mas merecem alerta no Sul e Sudeste

São Paulo – O número de flagrantes de trabalho escravo no Brasil sofreu queda de janeiro a julho de 2010, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgados nesta quarta-feira (1), foram registradas 107 ocorrências com 1.963 trabalhadores e 1.668 libertações. Regiões onde o agronegócio é mais desenvolvido ainda merecem atenção, na avaliação da entidade. Os números são inferiores aos de 2009, quando 134 casos envolveram 4.241 trabalhadores, com a libertação de 2.819. Porém, a CPT mantém alerta para as ocorrências do Centro-Oeste, que teve um acréscimo de 50% no número de casos. Goiás registrou um número mais discrepante, de seis para 13 ocorrências e o número de trabalhadores libertados cresceu de 259 para 490. O coordenador da CPT, Pe. Dirceu Fumagalli, explica que a exploração do trabalho escravo gera outros problemas ambientais. "A maioria dos casos identificados em Goiás foi em carvoarias, que além de ´torrar´ o cerrado, dão lugar para o avanço da pecuária e da monocultura da cana", afirmou. Na região Sudeste, todos os estados apresentaram ocorrências de trabalho escravo. O número subiu de 13 para 16, porém com dados significativamente menores de trabalhadores libertados (1.266, em 2009 contra 268, em 2010). Na região Sul, as ocorrências tiveram decréscimo: 12 em 2009, para 8 em 2010. Porém, o número de trabalhadores libertados quase triplicou: passou de 112 para 319, 184% a mais. Para Fumagalli, as ocorrências de trabalho escravo ocorrem principalmente nessas regiões devido à consolidação do modelo do agronegócio, que obtém lucro às custas do trabalho em situações análogas à de escravidão "justo nas regiões consideradas as mais desenvolvidas".

São Paulo – O número de flagrantes de trabalho escravo no Brasil sofreu queda de janeiro a julho de 2010, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgados nesta quarta-feira (1), foram registradas 107 ocorrências com 1.963 trabalhadores e 1.668 libertações. Regiões onde o agronegócio é mais desenvolvido ainda merecem atenção, na avaliação da entidade.

Os números são inferiores aos de 2009, quando 134 casos envolveram 4.241 trabalhadores, com a libertação de 2.819. Porém, a CPT mantém alerta para as ocorrências do Centro-Oeste, que teve um acréscimo de 50% no número de casos. Goiás registrou um número mais discrepante, de seis para 13 ocorrências e o número de trabalhadores libertados cresceu de 259 para 490.

O coordenador da CPT, Pe. Dirceu Fumagalli, explica que a exploração do trabalho escravo gera outros problemas ambientais. "A maioria dos casos identificados em Goiás foi em carvoarias, que além de ´torrar´ o cerrado, dão lugar para o avanço da pecuária e da monocultura da cana", afirmou.

Na região Sudeste, todos os estados apresentaram ocorrências de trabalho escravo. O número subiu de 13 para 16, porém com dados significativamente menores de trabalhadores libertados (1.266, em 2009 contra 268, em 2010).

Na região Sul, as ocorrências tiveram decréscimo: 12 em 2009, para 8 em 2010. Porém, o número de trabalhadores libertados quase triplicou: passou de 112 para 319, 184% a mais.

Para Fumagalli, as ocorrências de trabalho escravo ocorrem principalmente nessas regiões devido à consolidação do modelo do agronegócio, que obtém lucro às custas do trabalho em situações análogas à de escravidão "justo nas regiões consideradas as mais desenvolvidas".


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