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Trabalho escravo e mercado financeiro

Como as empresas lidam com a questão do trabalho escravo? Qual a sua preocupação em negociar com fornecedores que não praticam qualquer forma de atividade degradante? Essas foram as principais temáticas abordadas pelo relatório "Engajamento para Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil" do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), em parceria com a International Finance Corporation (IFC), divulgado na última terça-feira. O estudo teve como objetivo identificar as ações das empresas de capital aberto no sentido de acabar com a atividade e alertar o mercado acionário brasileiro dos riscos oferecidos por organizações e que se ligam a esse crime, em qualquer parte de suas cadeias produtivas. As empresas que responderam à pesquisa representam 52% do mercado de ativos negociados na BM&Fbovespa. Cada uma delas recebeu um conjunto de perguntas que analisava desde questões mais pontuais, como a adesão ao Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, até a sua preocupação em ter a reputação abalada depois de algum problema com um fornecedor que pratique a atividade. De acordo com os resultados, cerca de 40% dos valores negociados na bolsa brasileira provém de empresas que já aderiram ao Pacto. Entre as organizações que ainda não fazem parte do acordo, 71% disseram que vão aderir ou que estão analisando a possibilidade. Mas um outro aspecto chama ainda mais a atenção no relatório. Embora 83% compreendam que há exposição a riscos relacionados a reputação, imagem e atração de investimentos, cerca de 13% não se percebem expostas a esses problemas ou não têm conhecimento sobre isso. Os dados do relatório mostraram que ainda existe um sério problema de transparência na relação das empresas com os seus fornecedores. Cerca de 24%, considerado pelo relatório como um percentual "considerável", não realizam nenhum tipo de ação para engajar os parceiros num movimento de práticas trabalhistas legais. A maior parte das organizações ainda se ancora na via legal, como o cancelamento de contrato, para administrar problemas do tipo. O GVces e o IFC promoveram a iniciativa do relatório por meio do Fórum Latino-Americano sobre Finanças Sustentáveis – LASFF. O projeto recebeu o apoio de organizações signatárias do PRI (Principles for Responsible Investment) e de instituições ligadas ao UNEP-FI (United Nations Environment Program – Finance Initiative), que primam pelo investimento socialmente responsável.

Como as empresas lidam com a questão do trabalho escravo? Qual a sua preocupação em negociar com fornecedores que não praticam qualquer forma de atividade degradante? Essas foram as principais temáticas abordadas pelo relatório "Engajamento para Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil" do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), em parceria com a International Finance Corporation (IFC), divulgado na última terça-feira.

O estudo teve como objetivo identificar as ações das empresas de capital aberto no sentido de acabar com a atividade e alertar o mercado acionário brasileiro dos riscos oferecidos por organizações e que se ligam a esse crime, em qualquer parte de suas cadeias produtivas.

As empresas que responderam à pesquisa representam 52% do mercado de ativos negociados na BM&Fbovespa. Cada uma delas recebeu um conjunto de perguntas que analisava desde questões mais pontuais, como a adesão ao Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, até a sua preocupação em ter a reputação abalada depois de algum problema com um fornecedor que pratique a atividade.

De acordo com os resultados, cerca de 40% dos valores negociados na bolsa brasileira provém de empresas que já aderiram ao Pacto. Entre as organizações que ainda não fazem parte do acordo, 71% disseram que vão aderir ou que estão analisando a possibilidade.

Mas um outro aspecto chama ainda mais a atenção no relatório. Embora 83% compreendam que há exposição a riscos relacionados a reputação, imagem e atração de investimentos, cerca de 13% não se percebem expostas a esses problemas ou não têm conhecimento sobre isso.

Os dados do relatório mostraram que ainda existe um sério problema de transparência na relação das empresas com os seus fornecedores. Cerca de 24%, considerado pelo relatório como um percentual "considerável", não realizam nenhum tipo de ação para engajar os parceiros num movimento de práticas trabalhistas legais. A maior parte das organizações ainda se ancora na via legal, como o cancelamento de contrato, para administrar problemas do tipo.

O GVces e o IFC promoveram a iniciativa do relatório por meio do Fórum Latino-Americano sobre Finanças Sustentáveis – LASFF. O projeto recebeu o apoio de organizações signatárias do PRI (Principles for Responsible Investment) e de instituições ligadas ao UNEP-FI (United Nations Environment Program – Finance Initiative), que primam pelo investimento socialmente responsável.


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