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Interceptado mais um grupo de bolivianos aliciados para trabalho escravo

Policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), interceptou um grupo de bolivianos que iriam ser usados no esquema de trabalho escravo em São Paulo. Eles foram descobertos na Barreira do Limão, em Pontes e Lacerda, em estrada que dá acesso ao território boliviano. O grupo com cinco pessoas, dentre os quais uma mulher e um menor, estavam sendo conduzidos pelo Antônio Cabero Quinteros, 30anos, e todos estavam usando táxi como transporte até a cidade de Cáceres. Estavam com Quinteros as seguintes pessoas: Vitalício Cespedez Acunã, 21 anos, Ruddy Andres Yujra, 19, Armando Cossio Vidal, 18, Virgínia Pacheco Saygua, 33, e Arlei Ocaña Pedrazas, 16. Após a confirmação das intenções do grupo conduzido por Quinteros, todos foram conduzidos até a Policia Federal em Cáceres para a confecção do flagrante e tomadas as medidas necessárias diante do fato. Há mais de dez anos que o tráfico de pessoas recrutadas na Bolívia para trabalho escravo em São Paulo vem sendo combatido pela Polícia. A questão é apontada como extremamente complexa: complexo: de um lado, migrantes necessitados de qualquer tipo de emprego e, de outro, um sistema econômico que busca a todo custo baratear a mão de obra. O esquema em São Paulo funciona dentro de uma rede criminosa utilizava mão-de-obra de imigrantes vindos da Bolívia. Eles são aliciados com a promessa de bom emprego no Brasil, recebendo salários em dólares. Ao chegarem na Capital paulista, depois de burlarem a Polícia, são obrigados a trabalhar 16 horas, geralmente em confecções e mantidos sob regime de escravidão. O ambiente de trabalho é fechado, sem janelas e com pouca luz. Os bolivianos moram nas fábricas e precisam pagar tudo para o patrão, desde a máquina de costura que trabalham até a água, luz e comida. Por isso, acabam endividados e "presos" nas confecções. Para garantir que os imigrantes não fujam, além de trancarem as portas das fábricas, os patrões ameaçam chamar a Polícia Federal para deportar aqueles em situação ilegal. A Bolívia ocupa a 113ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, a pior da América do Sul, e vive uma crise política e econômica que força seus habitantes a imigrarem. A imigração boliviana começou nos anos 60. Os árabes, donos das confecções, empregavam os coreanos que começaram a abrir suas próprias confecções e a contratar bolivianos. No começo, os bolivianos eram só empregados. Hoje alguns já são donos de fábricas. Especialistas mostram que os bolivianos são desprezados pelos brasileiros.

Policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), interceptou um grupo de bolivianos que iriam ser usados no esquema de trabalho escravo em São Paulo. Eles foram descobertos na Barreira do Limão, em Pontes e Lacerda, em estrada que dá acesso ao território boliviano. O grupo com cinco pessoas, dentre os quais uma mulher e um menor, estavam sendo conduzidos pelo Antônio Cabero Quinteros, 30anos, e todos estavam usando táxi como transporte até a cidade de Cáceres.

Estavam com Quinteros as seguintes pessoas: Vitalício Cespedez Acunã, 21 anos, Ruddy Andres Yujra, 19, Armando Cossio Vidal, 18, Virgínia Pacheco Saygua, 33, e Arlei Ocaña Pedrazas, 16. Após a confirmação das intenções do grupo conduzido por Quinteros, todos foram conduzidos até a Policia Federal em Cáceres para a confecção do flagrante e tomadas as medidas necessárias diante do fato.

Há mais de dez anos que o tráfico de pessoas recrutadas na Bolívia para trabalho escravo em São Paulo vem sendo combatido pela Polícia. A questão é apontada como extremamente complexa: complexo: de um lado, migrantes necessitados de qualquer tipo de emprego e, de outro, um sistema econômico que busca a todo custo baratear a mão de obra.

O esquema em São Paulo funciona dentro de uma rede criminosa utilizava mão-de-obra de imigrantes vindos da Bolívia. Eles são aliciados com a promessa de bom emprego no Brasil, recebendo salários em dólares. Ao chegarem na Capital paulista, depois de burlarem a Polícia, são obrigados a trabalhar 16 horas, geralmente em confecções e mantidos sob regime de escravidão.

O ambiente de trabalho é fechado, sem janelas e com pouca luz. Os bolivianos moram nas fábricas e precisam pagar tudo para o patrão, desde a máquina de costura que trabalham até a água, luz e comida. Por isso, acabam endividados e "presos" nas confecções. Para garantir que os imigrantes não fujam, além de trancarem as portas das fábricas, os patrões ameaçam chamar a Polícia Federal para deportar aqueles em situação ilegal.

A Bolívia ocupa a 113ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, a pior da América do Sul, e vive uma crise política e econômica que força seus habitantes a imigrarem.

A imigração boliviana começou nos anos 60. Os árabes, donos das confecções, empregavam os coreanos que começaram a abrir suas próprias confecções e a contratar bolivianos. No começo, os bolivianos eram só empregados. Hoje alguns já são donos de fábricas. Especialistas mostram que os bolivianos são desprezados pelos brasileiros.


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