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Boliviana que comandava trabalho escravo é presa em SP

Um grupo de bolivianos foi encontrado pela Polícia Civil em situação de escravidão, na tarde desta quinta-feira, na Vila Penteado, zona norte de São Paulo. Os imigrantes trabalhavam em uma confecção de roupas clandestina gerenciada por uma boliviana de 29 anos. Agentes da 3ª Delegacia de Investigação sobre Infrações do Meio Ambiente e Relações do Trabalho (DIIMART) receberam uma ordem de trabalho para apurarem denuncia anônima sobre o local. Ao chegarem ao endereço denunciado, na rua Carlos Schumacker, os investigadores foram atendidos pela dona do imóvel, que não impôs obstáculos para a averiguação. Dentro da residência, uma oficina de costura funcionava na sala de estar. "As condições do local eram precárias, até para morar", afirmou a delegada responsável pelo caso, Maria Helena Kawagoe Tomita. Os policiais descobriram que os dez empregados trabalhavam ininterruptamente das 7h às 21h, todos os dias, ganhando R$ 1,20 por roupa confeccionada. Aos sábados, também havia trabalho, mas com uma carga horária reduzida, das 7h às 12h. "Não havia cerceamento da liberdade, mas eles eram expostos a uma jornada exaustiva", afirmou Maria Helena. Dos valores arrecadados pelo trabalho do grupo, a chefe descontava os custos de alimentação e moradia. A boliviana foi levada à delegacia, onde será indiciada por "reduzir alguém a condição análoga à de escravo", crimes praticados por estrangeiros e omissão de assinatura na carteira de trabalho. A mulher será levada à carceragem do 97º Distrito Policial (Vila Penteado), onde aguardará transferência. "A mulher demonstrou total desconhecimento das leis", disse a delegada.

Um grupo de bolivianos foi encontrado pela Polícia Civil em situação de escravidão, na tarde desta quinta-feira, na Vila Penteado, zona norte de São Paulo. Os imigrantes trabalhavam em uma confecção de roupas clandestina gerenciada por uma boliviana de 29 anos.

Agentes da 3ª Delegacia de Investigação sobre Infrações do Meio Ambiente e Relações do Trabalho (DIIMART) receberam uma ordem de trabalho para apurarem denuncia anônima sobre o local. Ao chegarem ao endereço denunciado, na rua Carlos Schumacker, os investigadores foram atendidos pela dona do imóvel, que não impôs obstáculos para a averiguação. Dentro da residência, uma oficina de costura funcionava na sala de estar. "As condições do local eram precárias, até para morar", afirmou a delegada responsável pelo caso, Maria Helena Kawagoe Tomita.

Os policiais descobriram que os dez empregados trabalhavam ininterruptamente das 7h às 21h, todos os dias, ganhando R$ 1,20 por roupa confeccionada. Aos sábados, também havia trabalho, mas com uma carga horária reduzida, das 7h às 12h. "Não havia cerceamento da liberdade, mas eles eram expostos a uma jornada exaustiva", afirmou Maria Helena. Dos valores arrecadados pelo trabalho do grupo, a chefe descontava os custos de alimentação e moradia.

A boliviana foi levada à delegacia, onde será indiciada por "reduzir alguém a condição análoga à de escravo", crimes praticados por estrangeiros e omissão de assinatura na carteira de trabalho. A mulher será levada à carceragem do 97º Distrito Policial (Vila Penteado), onde aguardará transferência. "A mulher demonstrou total desconhecimento das leis", disse a delegada.


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