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Trabalho infantil indígena é tema de encontro entre governos e organizações

De hoje (8) até quarta-feira, representantes de governos e de organizações indígenas da América Latina estarão em Cartagena das Índias, na Colômbia, para discutirem o trabalho infantil indígena e a exploração econômica de crianças e adolescentes. Na ocasião, serão traçadas estratégias para quebrar este ciclo de exploração a fim de se garantir os direitos básicos à infância indígena. Motivados pelo lema "Povos indígenas e governos: para uma proteção efetiva dos direitos das crianças e adolescentes indígenas em situação de trabalho infantil por abolir. Da declaração à ação", os cerca de 200 representantes de 18 países vão unir forças para gerar um debate proveitoso e construir planos concretos acerca de um tema que não recebe apoio e atenção adequada. O Encontro será fortalecido por diversas organizações indígenas que levarão a público as preocupações de mães e pais indígenas e originários com a saúde, educação, desenvolvimento e perspectiva de futuro de seus filhos. Faz parte deste desafio garantir um futuro melhor a crianças e adolescentes mesmo com os constantes ataques aos territórios e à dignidade da população indígena. Durante o Encontro serão analisados integralmente os motivos que desencadearam o trabalho infantil nas comunidades indígenas. A partir desta análise e levando em consideração os direitos coletivos dos povos indígenas e as condições específicas da educação que recebem as crianças e os adolescentes das aldeias, serão propostas políticas públicas e iniciativas com a intenção de erradicar a prática comum de exploração da mão-de-obra infantil. As ações estratégicas serão implementadas em âmbito nacional e regional por governos e comunidades indígenas. Três eixos temáticos deverão embasar as discussões durante os três dias de Encontro, são eles: Infância e adolescência indígena e trabalho infantil; Políticas públicas para o gozo efetivo dos direitos dos povos indígenas e sua influência na prevenção do trabalho infantil; Educação e trabalho infantil das crianças e adolescentes indígenas. Para cada eixo, foi construído um relatório de trabalho que será exposto durante os debates nas sessões plenárias. Após a apresentação de cada tema, especialistas aprofundarão os eixos temáticos a fim de facilitar e aprofundar as discussões que serão realizadas coletivamente e em grupos. Ao final do evento, será gerado um documento com opiniões e propostas de ação sugeridas pelos participantes. Todas as atividades do "Encontro Latinoamericano Povos Indígenas e Governos, Da declaração à ação" serão realizadas na sede do Centro de Formação da Cooperação Espanhola. Características do trabalho infantilDados da Organização Internacional do Trabalho e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) relatam que a América Latina abriga cerca de 17 milhões de pequenos trabalhadores com idade entre 5 e 17 anos. Boa parte deste grande cifra é constituída por crianças e adolescentes indígenas que trabalham "fora de seus lares, em tarefas marginais e em condições especialmente rigorosas". Comprovadamente, as crianças e adolescentes que vivem no campo começam a trabalhar mais cedo do que as que vivem na cidade. A economia informal é a principal ocupação. Apenas 10% trabalham em setores mais organizados. A necessidade de inserção no mercado de trabalho obriga três a cada quatro pequenos trabalhadores a abandonarem a escola. Os que permanecem estudando apresentam baixo rendimento e não conseguem acompanhar a série em estão matriculados. O pior, é que o cansaço de um dia de trabalho tira a oportunidade de lazer, de socialização com outros da mesma idade e limita o desenvolvimento físico e mental de crianças e adolescentes.

De hoje (8) até quarta-feira, representantes de governos e de organizações indígenas da América Latina estarão em Cartagena das Índias, na Colômbia, para discutirem o trabalho infantil indígena e a exploração econômica de crianças e adolescentes. Na ocasião, serão traçadas estratégias para quebrar este ciclo de exploração a fim de se garantir os direitos básicos à infância indígena.

Motivados pelo lema "Povos indígenas e governos: para uma proteção efetiva dos direitos das crianças e adolescentes indígenas em situação de trabalho infantil por abolir. Da declaração à ação", os cerca de 200 representantes de 18 países vão unir forças para gerar um debate proveitoso e construir planos concretos acerca de um tema que não recebe apoio e atenção adequada.

O Encontro será fortalecido por diversas organizações indígenas que levarão a público as preocupações de mães e pais indígenas e originários com a saúde, educação, desenvolvimento e perspectiva de futuro de seus filhos. Faz parte deste desafio garantir um futuro melhor a crianças e adolescentes mesmo com os constantes ataques aos territórios e à dignidade da população indígena.

Durante o Encontro serão analisados integralmente os motivos que desencadearam o trabalho infantil nas comunidades indígenas. A partir desta análise e levando em consideração os direitos coletivos dos povos indígenas e as condições específicas da educação que recebem as crianças e os adolescentes das aldeias, serão propostas políticas públicas e iniciativas com a intenção de erradicar a prática comum de exploração da mão-de-obra infantil. As ações estratégicas serão implementadas em âmbito nacional e regional por governos e comunidades indígenas.

Três eixos temáticos deverão embasar as discussões durante os três dias de Encontro, são eles: Infância e adolescência indígena e trabalho infantil; Políticas públicas para o gozo efetivo dos direitos dos povos indígenas e sua influência na prevenção do trabalho infantil; Educação e trabalho infantil das crianças e adolescentes indígenas.

Para cada eixo, foi construído um relatório de trabalho que será exposto durante os debates nas sessões plenárias. Após a apresentação de cada tema, especialistas aprofundarão os eixos temáticos a fim de facilitar e aprofundar as discussões que serão realizadas coletivamente e em grupos. Ao final do evento, será gerado um documento com opiniões e propostas de ação sugeridas pelos participantes.

Todas as atividades do "Encontro Latinoamericano Povos Indígenas e Governos, Da declaração à ação" serão realizadas na sede do Centro de Formação da Cooperação Espanhola.

Características do trabalho infantil
Dados da Organização Internacional do Trabalho e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) relatam que a América Latina abriga cerca de 17 milhões de pequenos trabalhadores com idade entre 5 e 17 anos. Boa parte deste grande cifra é constituída por crianças e adolescentes indígenas que trabalham "fora de seus lares, em tarefas marginais e em condições especialmente rigorosas".

Comprovadamente, as crianças e adolescentes que vivem no campo começam a trabalhar mais cedo do que as que vivem na cidade. A economia informal é a principal ocupação. Apenas 10% trabalham em setores mais organizados.

A necessidade de inserção no mercado de trabalho obriga três a cada quatro pequenos trabalhadores a abandonarem a escola. Os que permanecem estudando apresentam baixo rendimento e não conseguem acompanhar a série em estão matriculados. O pior, é que o cansaço de um dia de trabalho tira a oportunidade de lazer, de socialização com outros da mesma idade e limita o desenvolvimento físico e mental de crianças e adolescentes.


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