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Grupo Móvel: SINAIT divulga balanço das operações de janeiro e fevereiro

O Grupo Móvel de Fiscalização, coordenado por AFTs, resgatou nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, 77 trabalhadores em condições degradantes de trabalho, sendo 26 deles em condições análogas às de escravo submetidos a jornadas excessivas de trabalho, entre outras irregularidades. Os resgates foram em fazendas nos Estados do Pará, Goiás, Tocantins e Minas Gerais. Desses estados o Pará lidera com 30 trabalhadores resgatados, sendo dois em Marabá e 28 em Santa Maria das Barreiras. O Estado de Tocantins aparece em segundo lugar com 26 resgates no Município de Natividade, seguido de Minas Gerais com 13, em Araguari, e Goiás com 8, em Monte Alegre de Goiás. Entre as irregularidades encontradas constam ausência de carteira assinada, falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), jornada excessiva de trabalho, alojamentos inadequados, fiações expostas – aumentando os riscos de acidentes e incêndios. Além das péssimas condições de higiene – sem água potável e sem banheiros – e de alimentação, entre outras. No Pará os trabalhadores construíam cercas em fazendas de corte bovino e apesar de a fazenda dispor de alojamentos bem estruturados, os empregados tinham que dormir em alojamentos improvisados, junto à baia dos animais, pois para armar uma rede nesses alojamentos trabalhador tinha que pagar R$ 25,00 por mês. Os alojamentos improvisados, ainda estavam infestados por ratos por causa do lixo doméstico produzido e descartado nos arredores. O empregador cobrava pelo fornecimento de alguns EPIS, como botinas e capas de chuva e até pelas ferramentas utilizadas no trabalho, como facão, foices, machado e motosseras. O trabalhador tinha, ainda que, bancar os custos com a gasolina utilizada na motossera e também com a alimentação. Todos acordavam às 4 horas da manhã e quase sempre sem comer começavam a labuta. Em Goiás um trabalhador teve que pagar R$ 30,00 reais por botinas que já haviam sido usadas para poder trabalhar protegido parcialmente. Assim como ele muitos outros se viam nesta mesma situação nas várias fazendas fiscalizadas pelos AFTs. Os trabalhadores laboravam na abertura de campos para pastagens, sendo comum o emprego de parceiros na exploração de carvão para realizar o desmate e entregar o campo limpo ao proprietário. Nesta operação três trabalhadores faziam o corte de lenha nativa e produção do carvão. Eles dormiam em camas improvisadas, com estrados de madeira retirados da mata e colchões de espuma sem cobertura e em péssimo estado de conservação. A ação do Grupo Móvel, nesses dois primeiros meses do ano, resultou no pagamento de R$ 197,9 mil reais em indenizações trabalhistas, cem autos lavrados e 75 trabalhadores beneficiados com a emissão de seus seguros desempregos. Os AFTs também formalizaram a situação trabalhista de mais 12 trabalhadores. Durante a ação, os AFTs encontraram, ainda, trabalhadores dormindo em barracos de lona, construídos próximos aos córregos, e em galpões que funcionavam como garagens de equipamentos e depósitos de materiais inflamáveis como combustíveis. Nas várias fazendas os produtos de higiene são vendidos a preços altos, ao ponto de um creme dental custar R$ 6,00 ou de um comprimido de Anador sair por R$ 5,00 reais. O trabalhador paga por tudo que consome, inclusive pela alimentação.

O Grupo Móvel de Fiscalização, coordenado por AFTs, resgatou nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, 77 trabalhadores em condições degradantes de trabalho, sendo 26 deles em condições análogas às de escravo submetidos a jornadas excessivas de trabalho, entre outras irregularidades. Os resgates foram em fazendas nos Estados do Pará, Goiás, Tocantins e Minas Gerais.

Desses estados o Pará lidera com 30 trabalhadores resgatados, sendo dois em Marabá e 28 em Santa Maria das Barreiras. O Estado de Tocantins aparece em segundo lugar com 26 resgates no Município de Natividade, seguido de Minas Gerais com 13, em Araguari, e Goiás com 8, em Monte Alegre de Goiás.

Entre as irregularidades encontradas constam ausência de carteira assinada, falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), jornada excessiva de trabalho, alojamentos inadequados, fiações expostas – aumentando os riscos de acidentes e incêndios. Além das péssimas condições de higiene – sem água potável e sem banheiros – e de alimentação, entre outras.

No Pará os trabalhadores construíam cercas em fazendas de corte bovino e apesar de a fazenda dispor de alojamentos bem estruturados, os empregados tinham que dormir em alojamentos improvisados, junto à baia dos animais, pois para armar uma rede nesses alojamentos trabalhador tinha que pagar R$ 25,00 por mês. Os alojamentos improvisados, ainda estavam infestados por ratos por causa do lixo doméstico produzido e descartado nos arredores.

O empregador cobrava pelo fornecimento de alguns EPIS, como botinas e capas de chuva e até pelas ferramentas utilizadas no trabalho, como facão, foices, machado e motosseras. O trabalhador tinha, ainda que, bancar os custos com a gasolina utilizada na motossera e também com a alimentação. Todos acordavam às 4 horas da manhã e quase sempre sem comer começavam a labuta.

Em Goiás um trabalhador teve que pagar R$ 30,00 reais por botinas que já haviam sido usadas para poder trabalhar protegido parcialmente. Assim como ele muitos outros se viam nesta mesma situação nas várias fazendas fiscalizadas pelos AFTs.

Os trabalhadores laboravam na abertura de campos para pastagens, sendo comum o emprego de parceiros na exploração de carvão para realizar o desmate e entregar o campo limpo ao proprietário. Nesta operação três trabalhadores faziam o corte de lenha nativa e produção do carvão. Eles dormiam em camas improvisadas, com estrados de madeira retirados da mata e colchões de espuma sem cobertura e em péssimo estado de conservação.

A ação do Grupo Móvel, nesses dois primeiros meses do ano, resultou no pagamento de R$ 197,9 mil reais em indenizações trabalhistas, cem autos lavrados e 75 trabalhadores beneficiados com a emissão de seus seguros desempregos. Os AFTs também formalizaram a situação trabalhista de mais 12 trabalhadores.

Durante a ação, os AFTs encontraram, ainda, trabalhadores dormindo em barracos de lona, construídos próximos aos córregos, e em galpões que funcionavam como garagens de equipamentos e depósitos de materiais inflamáveis como combustíveis. Nas várias fazendas os produtos de higiene são vendidos a preços altos, ao ponto de um creme dental custar R$ 6,00 ou de um comprimido de Anador sair por R$ 5,00 reais. O trabalhador paga por tudo que consome, inclusive pela alimentação.


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