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Empresas internacionais divulgam seus impactos nas florestas

Informações sobre impactos em florestas causados por 35 empresas de todo o mundo acabam de ser divulgados em relatório lançado hoje (10) pela iniciativa Forest Footprint Disclosure (FFD). O documento registra as "pegadas florestais" dessas companhias, ou seja, como essas empresas lidam com commodities que podem estar relacionadas ao desmatamento, como carne bovina, soja, óleo de palma, madeira, couro e biocombustíveis. Ao todo, a iniciativa cobrou informações de 217 empresas internacionais cujas atividades tenham alguma relação a esse tipo de commodities. Desse número, 35 empresas responderam a solicitação e divulgaram seus impactos na floresta, entre elas a British Airways, BMW, L´Oréal, Adidas, Nike e Unilever, por exemplo. Outras 25 empresas se recusaram a divulgar a informação, como a Johnson & Johnson, Toyota e McDonald´s. Segundo o diretor da Amigos da Terra – Amazônia Brasileira Roberto Smeraldi, que participa da divulgação do relatório hoje em Londres, a tendência é que mais grupos divulguem seus impactos na floresta. "Essas empresas que resolveram divulgar a informação são líderes que abrem uma nova fase na relação com a sociedade. Aposto que, no ano que vem, este número vai aumentar expressivamente". Para a diretora do FFD Tracey Campbell, "é relevante que algumas companhias que se dizem ambientalmente corretas em suas ações de marketing não tenham revelado seus impactos nas florestas". Segundo Tracey, criar uma cadeia sustentável e robusta é um desafio para as empresas, e aquelas que divulgam seus impactos mostram que podem ter sucesso em enfrentar as mudanças climáticas de forma inteligente. "Nós queremos encorajar as companhias a dar o primeiro passo, que é identificar commodities que colocam a floresta em risco, para que essas empresas possam fazer parte da solução", diz Tracey. Brasil Das 217 empresas consultadas pela iniciativa, 19 são brasileiras. Apenas duas companhias concordaram em revelar sua pegada florestal: o grupo Independência, no setor agropecuário, e a Fibria, empresa formada após a união da Aracruz Celulose e da Votorantim Celulose e Papel. Das empresas que não divulgaram sua pegada, estão grandes usinas de açúcar e álcool, como São Martinho e a Cosan; frigoríficos como o grupo Bertin, além do Grupo André Maggi. "Esta semana, no Brasil, as grandes indústrias da carne – incluindo o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] que é sócio importante de todas elas – enfrentam o desafio de cumprir com os compromissos assumidos perante o Ministério Público ano passado. Se elas abrissem a informação, seria a melhor maneira de responder à preocupação da opinião pública", explica Smeraldi, referindo-se ao acordo assinado entre as empresas com o Ministério Público para não comprar mais carne bovina oriunda de áreas de desmatamento da Amazônia.

Informações sobre impactos em florestas causados por 35 empresas de todo o mundo acabam de ser divulgados em relatório lançado hoje (10) pela iniciativa Forest Footprint Disclosure (FFD). O documento registra as "pegadas florestais" dessas companhias, ou seja, como essas empresas lidam com commodities que podem estar relacionadas ao desmatamento, como carne bovina, soja, óleo de palma, madeira, couro e biocombustíveis.

Ao todo, a iniciativa cobrou informações de 217 empresas internacionais cujas atividades tenham alguma relação a esse tipo de commodities. Desse número, 35 empresas responderam a solicitação e divulgaram seus impactos na floresta, entre elas a British Airways, BMW, L´Oréal, Adidas, Nike e Unilever, por exemplo. Outras 25 empresas se recusaram a divulgar a informação, como a Johnson & Johnson, Toyota e McDonald´s.

Segundo o diretor da Amigos da Terra – Amazônia Brasileira Roberto Smeraldi, que participa da divulgação do relatório hoje em Londres, a tendência é que mais grupos divulguem seus impactos na floresta. "Essas empresas que resolveram divulgar a informação são líderes que abrem uma nova fase na relação com a sociedade. Aposto que, no ano que vem, este número vai aumentar expressivamente".

Para a diretora do FFD Tracey Campbell, "é relevante que algumas companhias que se dizem ambientalmente corretas em suas ações de marketing não tenham revelado seus impactos nas florestas". Segundo Tracey, criar uma cadeia sustentável e robusta é um desafio para as empresas, e aquelas que divulgam seus impactos mostram que podem ter sucesso em enfrentar as mudanças climáticas de forma inteligente.

"Nós queremos encorajar as companhias a dar o primeiro passo, que é identificar commodities que colocam a floresta em risco, para que essas empresas possam fazer parte da solução", diz Tracey.

Brasil

Das 217 empresas consultadas pela iniciativa, 19 são brasileiras. Apenas duas companhias concordaram em revelar sua pegada florestal: o grupo Independência, no setor agropecuário, e a Fibria, empresa formada após a união da Aracruz Celulose e da Votorantim Celulose e Papel. Das empresas que não divulgaram sua pegada, estão grandes usinas de açúcar e álcool, como São Martinho e a Cosan; frigoríficos como o grupo Bertin, além do Grupo André Maggi.

"Esta semana, no Brasil, as grandes indústrias da carne – incluindo o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] que é sócio importante de todas elas – enfrentam o desafio de cumprir com os compromissos assumidos perante o Ministério Público ano passado. Se elas abrissem a informação, seria a melhor maneira de responder à preocupação da opinião pública", explica Smeraldi, referindo-se ao acordo assinado entre as empresas com o Ministério Público para não comprar mais carne bovina oriunda de áreas de desmatamento da Amazônia.


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