A Repórter Brasil está sob censura judicial desde o dia 9 de outubro de 2015. Saiba mais.

“Trabalho escravo” faz BNDES suspender empréstimos à Cosan

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu nesta quinta-feira, em caráter preventivo, todas as operações com o grupo Cosan, após a companhia de açúcar e álcool passar a integrar uma lista de empresas relacionadas ao trabalho escravo. "A decisão foi tomada após o banco ter conhecimento da inclusão da companhia no cadastro de empregadores que tenham mantido trabalhadores em condições análogas ao trabalho escravo, do Ministério do Trabalho", afirmou a instituição em nota. O BNDES disse ainda que a celebração de novos contratos com o banco fica condicionada à exclusão da companhia do cadastro e que, nos contratos em fase de desembolso, a retomada das liberações "dependerá da avaliação da instituição quanto à efetividade e suficiência das medidas trabalhistas e legais implementadas pela empresa". O grupo Cosan é o maior do setor sucroalcooleiro do Brasil. A inclusão da empresa na chamada lista negra de trabalho escravo, realizada no fim do ano passado, deve-se a um flagrante do Ministério do Trabalho realizado em 2007, em uma fazenda no interior de São Paulo. Naquela ocasião, o ministério apontou irregularidades na contratação e na acomodação dos trabalhadores contratados por uma empresa que prestava serviços de corte de cana. Em nota, a Cosan informou que, na época do ocorrido, providenciou o descredenciamento da empresa e tomou medidas como o pagamento para a regularização dos trabalhadores. Segundo a Cosan, seus mais de 40 mil funcionários são "todos contratados pelo regime CLT". A empresa afirmou que não teve a oportunidade de se defender no processo que resultou na inclusão da empresa na lista negra e que adotará medidas para que seu nome seja retirado do cadastro. As ações da Cosan fecharam nesta quinta-feira com baixa de 5,33%, em R$ 23,46, enquanto o Ibovespa caiu 0,39%.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu nesta quinta-feira, em caráter preventivo, todas as operações com o grupo Cosan, após a companhia de açúcar e álcool passar a integrar uma lista de empresas relacionadas ao trabalho escravo.

"A decisão foi tomada após o banco ter conhecimento da inclusão da companhia no cadastro de empregadores que tenham mantido trabalhadores em condições análogas ao trabalho escravo, do Ministério do Trabalho", afirmou a instituição em nota.

O BNDES disse ainda que a celebração de novos contratos com o banco fica condicionada à exclusão da companhia do cadastro e que, nos contratos em fase de desembolso, a retomada das liberações "dependerá da avaliação da instituição quanto à efetividade e suficiência das medidas trabalhistas e legais implementadas pela empresa".

O grupo Cosan é o maior do setor sucroalcooleiro do Brasil. A inclusão da empresa na chamada lista negra de trabalho escravo, realizada no fim do ano passado, deve-se a um flagrante do Ministério do Trabalho realizado em 2007, em uma fazenda no interior de São Paulo.

Naquela ocasião, o ministério apontou irregularidades na contratação e na acomodação dos trabalhadores contratados por uma empresa que prestava serviços de corte de cana. Em nota, a Cosan informou que, na época do ocorrido, providenciou o descredenciamento da empresa e tomou medidas como o pagamento para a regularização dos trabalhadores.

Segundo a Cosan, seus mais de 40 mil funcionários são "todos contratados pelo regime CLT". A empresa afirmou que não teve a oportunidade de se defender no processo que resultou na inclusão da empresa na lista negra e que adotará medidas para que seu nome seja retirado do cadastro.

As ações da Cosan fecharam nesta quinta-feira com baixa de 5,33%, em R$ 23,46, enquanto o Ibovespa caiu 0,39%.


Apoie a Repórter Brasil

saiba como

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *