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Coordenador da Comissão Pastoral da Terra diz não haver avanço no combate à violência

As lutas sociais não tiveram avanços no ano de 2009. A avaliação é de um dos coordenadores nacionais da Comissão Pastoral da Terra, Dirceu Fumagalli. Para ele, o campo ainda é um grande espaço de disputa do capital. Em relação às políticas agrícolas e agrárias, Fumagalli acredita que não houve mudanças. – O grande capital tem avançado de uma forma mais acelerada na disputa por espaços mais tradicionais, como os dos camponeses. Ainda é um espaço dos grandes conflitos – afirma o dirigente da CPT. O representante da CPT afirma que a não efetivação de uma reforma agrária decente vai manter a tensão existente nas disputas por terras entre ruralistas e sem-terra. Ele informa que o número de assassinatos no campo não está caindo. – Se formos observar, tivemos menos ocupações, mas os números de assassinatos no campo foram mantidos. Na proporcionalidade, a violência foi maior do que no ano passado. Fumagalli acredita que a impunidade existe por parte das autoridades. Segundo ele, os representantes do grande capital agrário se sentem livres se não estão sendo inibidos por parte do Estado em relação à violência contra os trabalhadores. – A morosidade faz com que os ruralistas se sintam totalmente livres para que eles possam vir com pressão e violência sobre os trabalhadores – ressalta. Uma das questões de preocupação é em relação ao trabalho escravo no Brasil. O coordenador da CPT reconhece que existe um aprimoramento nas ações de ações por parte da fiscalização. Em contrapartida, faltam políticas públicas para conter a prática. – Uma coisa é fazer a fiscalização, mas não existe uma política que inviabilize e iniba esta prática por parte de quem a mantém. Não há um aparato jurídico, uma punição. Isto deixa muito a desejar por parte das políticas públicas. Segundo Fumagalli, esta realidade está presente em todo o território nacional. Mas a surpresa é um aumento do trabalho escravo na região centro-sul, onde foram verificados casos em todos os Estados. – Observamos uma contradição naquilo que é dito como um estado moderno com uma prática retrógrada – salienta Funagalli. A solução, de acordo com o dirigente da CPT, é a aprovação da PEC do trabalho escravo, que determina a desapropriação de terras onde forem identificadas condições de trabalho análogas à escravidão.

As lutas sociais não tiveram avanços no ano de 2009. A avaliação é de um dos coordenadores nacionais da Comissão Pastoral da Terra, Dirceu Fumagalli. Para ele, o campo ainda é um grande espaço de disputa do capital. Em relação às políticas agrícolas e agrárias, Fumagalli acredita que não houve mudanças.

– O grande capital tem avançado de uma forma mais acelerada na disputa por espaços mais tradicionais, como os dos camponeses. Ainda é um espaço dos grandes conflitos – afirma o dirigente da CPT.

O representante da CPT afirma que a não efetivação de uma reforma agrária decente vai manter a tensão existente nas disputas por terras entre ruralistas e sem-terra. Ele informa que o número de assassinatos no campo não está caindo.

– Se formos observar, tivemos menos ocupações, mas os números de assassinatos no campo foram mantidos. Na proporcionalidade, a violência foi maior do que no ano passado.

Fumagalli acredita que a impunidade existe por parte das autoridades. Segundo ele, os representantes do grande capital agrário se sentem livres se não estão sendo inibidos por parte do Estado em relação à violência contra os trabalhadores.

– A morosidade faz com que os ruralistas se sintam totalmente livres para que eles possam vir com pressão e violência sobre os trabalhadores – ressalta.

Uma das questões de preocupação é em relação ao trabalho escravo no Brasil. O coordenador da CPT reconhece que existe um aprimoramento nas ações de ações por parte da fiscalização. Em contrapartida, faltam políticas públicas para conter a prática.

– Uma coisa é fazer a fiscalização, mas não existe uma política que inviabilize e iniba esta prática por parte de quem a mantém. Não há um aparato jurídico, uma punição. Isto deixa muito a desejar por parte das políticas públicas.

Segundo Fumagalli, esta realidade está presente em todo o território nacional. Mas a surpresa é um aumento do trabalho escravo na região centro-sul, onde foram verificados casos em todos os Estados.

– Observamos uma contradição naquilo que é dito como um estado moderno com uma prática retrógrada – salienta Funagalli.

A solução, de acordo com o dirigente da CPT, é a aprovação da PEC do trabalho escravo, que determina a desapropriação de terras onde forem identificadas condições de trabalho análogas à escravidão.


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