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Produtores de algodão de MT investem na formação de vítimas de trabalho forçado

A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) é uma das parceiras do Projeto de Qualificação de Alunos Egressos do Trabalho Escravo e/ou em Situação de Vulnerabilidade em Mato Grosso. O projeto coordenado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE/MT)envolve, além da Ampa, outras instituições e órgãos públicos como a Procuradoria Regional do Trabalho da 23ª Região (PRT-23).  O programa interinstitucional, desenvolvido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), por meio do Projeto de Educação Básica com Educação Profissional (Ebep), está atendendo, desde 10 de agosto, 18 jovens resgatados pela fiscalização da SRTE/MT do trabalho forçado em propriedades rurais nos municípios de Poconé, Jangada, Rosário Oeste e Pontal do Araguaia, na divisa com o Estado do Goiás. "É uma honra e orgulho para o setor da cotonicultura participar desse programa de qualificação profissional", frisou o presidente da Ampa, Gilson Ferrúcio Pinesso. Ele lembrou que uma das práticas da associação, depois que criou o Instituto Algodão Social (IAS), em 2005, é de orientar diretamente os produtores de algodão a respeito da legislação trabalhista. "Não temos problemas dessa natureza na cotonicultura, porque um dos princípios do setor é respeitar o ser humano como trabalhador profissional", disse Gilson Pinesso, destacando que por isso a Ampa decidiu aderir ao projeto e dar a parcela de contribuição. Para que esses egressos do trabalho escravo possam estudar e concluir, no Sesi, as 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e serem preparados, no Senai, para atuarem no mercado de trabalho como eletricistas de manutenção industrial, quatro empresas associadas à Ampa contrataram 12 jovens como aprendizes. De agosto deste ano até agosto de 2010, que é o período para conclusão do curso, essas empresas pagam com carteira assinada um salário mínimo para cada contratado. Durante os estudos profissionais, com carga de 1.200 horas, sendo 800 na unidade do Senai, em Várzea Grande, os futuros eletricistas irão experimentar 400 horas de prática nas fazendas. Para Lidiane Domingas da Silva, 19, a única mulher do grupo de resgatados, o curso vai lhe garantir mercado de trabalho e dignidade. "Agradeço aos empresários que estão nos ajudando", afirmou a jovem de Jangada, distante Km 82 da Capital.

A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) é uma das parceiras do Projeto de Qualificação de Alunos Egressos do Trabalho Escravo e/ou em Situação de Vulnerabilidade em Mato Grosso. O projeto coordenado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE/MT)envolve, além da Ampa, outras instituições e órgãos públicos como a Procuradoria Regional do Trabalho da 23ª Região (PRT-23). 

O programa interinstitucional, desenvolvido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), por meio do Projeto de Educação Básica com Educação Profissional (Ebep), está atendendo, desde 10 de agosto, 18 jovens resgatados pela fiscalização da SRTE/MT do trabalho forçado em propriedades rurais nos municípios de Poconé, Jangada, Rosário Oeste e Pontal do Araguaia, na divisa com o Estado do Goiás.

"É uma honra e orgulho para o setor da cotonicultura participar desse programa de qualificação profissional", frisou o presidente da Ampa, Gilson Ferrúcio Pinesso. Ele lembrou que uma das práticas da associação, depois que criou o Instituto Algodão Social (IAS), em 2005, é de orientar diretamente os produtores de algodão a respeito da legislação trabalhista. "Não temos problemas dessa natureza na cotonicultura, porque um dos princípios do setor é respeitar o ser humano como trabalhador profissional", disse Gilson Pinesso, destacando que por isso a Ampa decidiu aderir ao projeto e dar a parcela de contribuição.

Para que esses egressos do trabalho escravo possam estudar e concluir, no Sesi, as 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e serem preparados, no Senai, para atuarem no mercado de trabalho como eletricistas de manutenção industrial, quatro empresas associadas à Ampa contrataram 12 jovens como aprendizes.

De agosto deste ano até agosto de 2010, que é o período para conclusão do curso, essas empresas pagam com carteira assinada um salário mínimo para cada contratado. Durante os estudos profissionais, com carga de 1.200 horas, sendo 800 na unidade do Senai, em Várzea Grande, os futuros eletricistas irão experimentar 400 horas de prática nas fazendas.

Para Lidiane Domingas da Silva, 19, a única mulher do grupo de resgatados, o curso vai lhe garantir mercado de trabalho e dignidade. "Agradeço aos empresários que estão nos ajudando", afirmou a jovem de Jangada, distante Km 82 da Capital.


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