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Trabalho escravo contemporâneo é tema de evento no Rio de Janeiro

De 21 a 23 de outubro, acontecerá na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ a terceira edição da Reunião Científica Trabalho Escravo Contemporâneo e Questões Correlatas. A intenção dos organizadores é dar continuidade aos debates iniciados na I e II Reunião e unir a comunidade acadêmica no debate sobre os novos sentidos da escravidão, as formas de combatê-la e a presença do trabalho escravo na atualidade. A III Reunião Científica Trabalho Escravo Contemporâneo e Questões Correlatas será um encontro de especialistas que realizam pesquisas sobre o tema da escravidão. "O objetivo do evento é reunir pesquisadores que estudam a escravidão por dívida ou contemporânea. É também uma oportunidade para conhecer os estudos, as pesquisas, trocar informações e, quiçá, gerar, a partir desses estudos políticas públicas", fala Ricardo Rezende, professor, integrante do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo e coordenador da Reunião Científica. Reportagem de Natasha Pitts, Jornalista da Adital. Estarão presentes na Reunião, pesquisadores e especialistas vindos de diversas universidades do Brasil e do exterior, entre elas a Universidade da Amazônia, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Federal do Mato Grosso, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Federal do Maranhão, Universidade de Brasília, Federal do Pará, Universidad Nacional Autónoma de México, Universidad de Sevilha, Università di Padova, The University of Manchester, Universidade Humboldt de Berlim, entre outras. No primeiro dia da Reunião, terão foco as discussões relacionadas aos temas migração e trabalho. Para falar sobre o assunto e suscitar o debate estarão presentes Leonardo Sakamoto, da Universidade de São Paulo (USP), Helion Povoa e José Roberto Novaes, da UFRJ, além de outros estudiosos. As apresentações abordarão temáticas relativas à representação política e combate ao trabalho escravo, e à escravidão no século XXI. Durante o segundo dia de discussões, estarão presentes procuradores regionais do trabalho e pesquisadores. Serão debatidos temas relacionados à escravidão e aos direitos humanos no Brasil, na Espanha e na Europa, com discussões também sobre o conceito de trabalho escravo como crime. Na ocasião, os procuradores regionais do trabalho darão testemunhos do que encontraram em suas incursões rurais. Também na noite do dia 22, dentro da programação da III Reunião será feita a entrega do Prêmio Nacional de Direitos Humanos "João Canuto". O último dia do evento será reservado para os relatos sobre a reinserção do profissional trabalhador escravo e para denúncias de escravidão no Estado Mato Grosso. Também serão lançadas "Campanhas educativas para prevenção e combate ao trabalho escravo por dívida no Brasil rural: primeiras aproximações". O evento será encerrado com uma avaliação da III Reunião e discussão sobre novos encontros. O trabalho escravo é uma prática que ainda persiste, sobretudo na região rural. Segundo o professor Ricardo Rezende, não existem dados numéricos que declarem quantas pessoas estão vivendo atualmente nesta situação. O que existe são informações sobre a quantidade de denúncias e pessoas libertas. "Hoje, o número maior é de trabalhadores que vivem em condições análogas a de escravidão, a maioria fica presa por causa de dívidas com os donos das terras", explica. A erradicação do trabalho escravo foi umas das promessas do presidente Lula para o primeiro mandato, no entanto, para Ricardo, esta situação só será resolvida com um conjunto de medidas. "O trabalho escravo só será erradicado quando forem resolvidas as questões relativas à concentração de terras, concentração de renda, emprego e educação. Enquanto houver gente desempregada, estaremos suscetibilidade a esta prática", completa. O evento é uma realização do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo – GPTEC, que faz parte do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ. A coordenação […]

De 21 a 23 de outubro, acontecerá na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ a terceira edição da Reunião Científica Trabalho Escravo Contemporâneo e Questões Correlatas. A intenção dos organizadores é dar continuidade aos debates iniciados na I e II Reunião e unir a comunidade acadêmica no debate sobre os novos sentidos da escravidão, as formas de combatê-la e a presença do trabalho escravo na atualidade.

A III Reunião Científica Trabalho Escravo Contemporâneo e Questões Correlatas será um encontro de especialistas que realizam pesquisas sobre o tema da escravidão. "O objetivo do evento é reunir pesquisadores que estudam a escravidão por dívida ou contemporânea. É também uma oportunidade para conhecer os estudos, as pesquisas, trocar informações e, quiçá, gerar, a partir desses estudos políticas públicas", fala Ricardo Rezende, professor, integrante do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo e coordenador da Reunião Científica. Reportagem de Natasha Pitts, Jornalista da Adital.

Estarão presentes na Reunião, pesquisadores e especialistas vindos de diversas universidades do Brasil e do exterior, entre elas a Universidade da Amazônia, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Federal do Mato Grosso, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Federal do Maranhão, Universidade de Brasília, Federal do Pará, Universidad Nacional Autónoma de México, Universidad de Sevilha, Università di Padova, The University of Manchester, Universidade Humboldt de Berlim, entre outras.

No primeiro dia da Reunião, terão foco as discussões relacionadas aos temas migração e trabalho. Para falar sobre o assunto e suscitar o debate estarão presentes Leonardo Sakamoto, da Universidade de São Paulo (USP), Helion Povoa e José Roberto Novaes, da UFRJ, além de outros estudiosos. As apresentações abordarão temáticas relativas à representação política e combate ao trabalho escravo, e à escravidão no século XXI.

Durante o segundo dia de discussões, estarão presentes procuradores regionais do trabalho e pesquisadores. Serão debatidos temas relacionados à escravidão e aos direitos humanos no Brasil, na Espanha e na Europa, com discussões também sobre o conceito de trabalho escravo como crime. Na ocasião, os procuradores regionais do trabalho darão testemunhos do que encontraram em suas incursões rurais. Também na noite do dia 22, dentro da programação da III Reunião será feita a entrega do Prêmio Nacional de Direitos Humanos "João Canuto".

O último dia do evento será reservado para os relatos sobre a reinserção do profissional trabalhador escravo e para denúncias de escravidão no Estado Mato Grosso. Também serão lançadas "Campanhas educativas para prevenção e combate ao trabalho escravo por dívida no Brasil rural: primeiras aproximações". O evento será encerrado com uma avaliação da III Reunião e discussão sobre novos encontros.

O trabalho escravo é uma prática que ainda persiste, sobretudo na região rural. Segundo o professor Ricardo Rezende, não existem dados numéricos que declarem quantas pessoas estão vivendo atualmente nesta situação. O que existe são informações sobre a quantidade de denúncias e pessoas libertas. "Hoje, o número maior é de trabalhadores que vivem em condições análogas a de escravidão, a maioria fica presa por causa de dívidas com os donos das terras", explica.

A erradicação do trabalho escravo foi umas das promessas do presidente Lula para o primeiro mandato, no entanto, para Ricardo, esta situação só será resolvida com um conjunto de medidas. "O trabalho escravo só será erradicado quando forem resolvidas as questões relativas à concentração de terras, concentração de renda, emprego e educação. Enquanto houver gente desempregada, estaremos suscetibilidade a esta prática", completa.

O evento é uma realização do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo – GPTEC, que faz parte do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ. A coordenação é dos professores Ricardo Rezende Figueira e Adonia Antunes Prado.

Para ver a programação completa da III Reunião Científica, acesse o endereço http://www.gptec.cfch.ufrj.br/agenda/default.asp

Serviço
A III Reunião Científica Trabalho Escravo Contemporâneo e Questões Correlatas acontecerá no Auditório do Anexo do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), 3º andar. Endereço: Avenida Pasteur, nº 250, Botafogo, Rio de Janeiro.


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