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Ministério do Trabalho flagra trabalho escravo em obras de empresa de telefonia

Dezoito trabalhadores de uma subempreiteira que presta serviços para empresa de telefonia Claro foram encontrados em condições de serviço, moradia e higiene considerados "degradantes" e semelhantes ao regime de escravidão pelo Ministério do Trabalho. Desde o dia 27 de setembro, um grupo de operários recrutado no Norte do Rio de Janeiro, atuava na escavação de canaletas, por onde passariam cabos óticos da operadora de celular, sem receberem qualquer valor ou abono pelo serviço. O Ministério do Trabalho, conforme relatou o superintendente Alcimar Candeias, chegou até os trabalhadores por intermédio de informações repassadas ao órgão federal. A denúncia dava conta de que os trabalhadores da terceirizada estavam alojados em um galpão no bairro Cobilândia, em Vila Velha, sem segurança ou alimentação regular. Durante a averiguação das informações, os fiscais acabaram descobrindo que, além da moradia irregular, as condições de trabalho a que os homens eram submetidos também estavam em desacordo com o previsto pelo órgão. "Aquilo que deveria ser descente e seguro para eles não era e constatamos em paralelo que eles foram arregimentados ilegalmente no Rio de Janeiro por uma subempreiteira que vem fazendo trabalho de cabeamento para essa empresa de telefonia celular". Candeias salientou que os trabalhadores teriam sido recrutados pela Relacom Serviços de Engenharia e Telecomunicação, uma empresa prestadora de serviços à Del Construções. Esta última, teria sido contratada pela Claro para a realização das obras de cabeamento. Inicialmente, o contrato firmado entre a Relacom e os trabalhadores, previa a estadia deles em casas, em que os valores seriam custeados pela contratante. Alguns operários receberiam R$3,00 por metro escavado e outros, R$30,00 por dia. O superintendente esclareceu, entretanto, que desde setembro, mês em que vieram para o Espírito Santo, os trabalhadores não chegaram a receber qualquer valor pelos serviços prestados e sequer tinham a carteira assinada. "Trata-se de um serviço totalmente irregular. Eles foram trazidos sem vínculos formalizados. Muitos deixaram as carteiras de trabalho possivelmente na sede da empresa que os chamou para trabalhar e outros nem carteira têm". Falta de exames médicosCandeias ainda disse que a companhia deveria ter marcado exames médicos para os funcionários e, a partir daí, acionar o Ministério do Trabalho, e comunicar ao órgão os trabalhos que seriam executados no Espírito Santo, já que, nesse caso, há alteração da residência de origem dos trabalhadores. Além das condições de serviço, que se estendiam inclusive aos finais de semana, o Ministério do Trabalho apontou que o galpão onde os homens dormiam estavam em condições degradantes de sobrevivência. "Eles dormiam em colchonetes, no chão. O banheiro sequer tinha papel higiênico". Após o flagrante, os trabalhadores foram retirados do alojamento e levados a um hotel da Grande Vitória. O Ministério do Trabalho deve acionar as três empresas responsáveis pela obra para se manifestarem ainda nesta sexta-feira (16). Caso as organizações não esclareçam a situação, poderão ser penalizadas pela ocorrência. O outro ladoA empresa de telefonia Claro afirmou que só vai se manifestar após ser notificada pelo Ministério do Trabalho

Dezoito trabalhadores de uma subempreiteira que presta serviços para empresa de telefonia Claro foram encontrados em condições de serviço, moradia e higiene considerados "degradantes" e semelhantes ao regime de escravidão pelo Ministério do Trabalho. Desde o dia 27 de setembro, um grupo de operários recrutado no Norte do Rio de Janeiro, atuava na escavação de canaletas, por onde passariam cabos óticos da operadora de celular, sem receberem qualquer valor ou abono pelo serviço.

O Ministério do Trabalho, conforme relatou o superintendente Alcimar Candeias, chegou até os trabalhadores por intermédio de informações repassadas ao órgão federal. A denúncia dava conta de que os trabalhadores da terceirizada estavam alojados em um galpão no bairro Cobilândia, em Vila Velha, sem segurança ou alimentação regular.

Durante a averiguação das informações, os fiscais acabaram descobrindo que, além da moradia irregular, as condições de trabalho a que os homens eram submetidos também estavam em desacordo com o previsto pelo órgão.

"Aquilo que deveria ser descente e seguro para eles não era e constatamos em paralelo que eles foram arregimentados ilegalmente no Rio de Janeiro por uma subempreiteira que vem fazendo trabalho de cabeamento para essa empresa de telefonia celular".

Candeias salientou que os trabalhadores teriam sido recrutados pela Relacom Serviços de Engenharia e Telecomunicação, uma empresa prestadora de serviços à Del Construções. Esta última, teria sido contratada pela Claro para a realização das obras de cabeamento.

Inicialmente, o contrato firmado entre a Relacom e os trabalhadores, previa a estadia deles em casas, em que os valores seriam custeados pela contratante. Alguns operários receberiam R$3,00 por metro escavado e outros, R$30,00 por dia.

O superintendente esclareceu, entretanto, que desde setembro, mês em que vieram para o Espírito Santo, os trabalhadores não chegaram a receber qualquer valor pelos serviços prestados e sequer tinham a carteira assinada.

"Trata-se de um serviço totalmente irregular. Eles foram trazidos sem vínculos formalizados. Muitos deixaram as carteiras de trabalho possivelmente na sede da empresa que os chamou para trabalhar e outros nem carteira têm".

Falta de exames médicos
Candeias ainda disse que a companhia deveria ter marcado exames médicos para os funcionários e, a partir daí, acionar o Ministério do Trabalho, e comunicar ao órgão os trabalhos que seriam executados no Espírito Santo, já que, nesse caso, há alteração da residência de origem dos trabalhadores.

Além das condições de serviço, que se estendiam inclusive aos finais de semana, o Ministério do Trabalho apontou que o galpão onde os homens dormiam estavam em condições degradantes de sobrevivência. "Eles dormiam em colchonetes, no chão. O banheiro sequer tinha papel higiênico".

Após o flagrante, os trabalhadores foram retirados do alojamento e levados a um hotel da Grande Vitória. O Ministério do Trabalho deve acionar as três empresas responsáveis pela obra para se manifestarem ainda nesta sexta-feira (16). Caso as organizações não esclareçam a situação, poderão ser penalizadas pela ocorrência.

O outro lado
A empresa de telefonia Claro afirmou que só vai se manifestar após ser notificada pelo Ministério do Trabalho


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