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Polícia flagra trabalho escravo em Sta. Rita do Viterbo

Nove trabalhadores rurais viviam em situação sub-humana A Polícia Científica de Ribeirão Preto flagrou nesta quarta-feira (15) nove trabalhadores rurais vivendo em condições sub-humanas na zona rural de Santa Rosa do Viterbo. Os lavradores, que confeccionavam bambus que seriam usados como estacas em plantações de tomate, não recebiam salários há dois meses. A denúncia partiu de dois trabalhadores que relataram as más condições no sindicato dos trabalhadores rurais. Eles viviam em barracas improvisadas próximas a um riacho. A comida ficava estocada em panelas sem nenhum acondicionamento ou higiene. Os alimentos eram levados pelo empregador, que depois descontaria do salário dos trabalhadores. Para tomar banho, usavam baldes e bacias para armazenar a água gelada do riacho. Eles também tinham que enfrentar o frio, já que nesta época, chega a fazer 6º C durante a madrugada no município. A rotina começava às 7h e só terminava no fim da tarde. Nenhum deles tinha registro ou carteira assinada e a promessa era de ganhos por produtividade. Os dois empreiteiros responsáveis pelos trabalhadores rurais, Valdemir Batista Pereira e Antônio Remazini, afirmam que contrataram os nove homens que vieram de Itápolis há pelo menos 40 dias. "Foram os próprios cortadores que escolheram morar em cabanas no mato", diz Pereira. O delegado que está cuidando do caso, Adalberto Gonini Júnior, vai indiciar os suspeitos e encaminhar o relatório da perícia ao Ministério Público do Trabalho. "Há claros sinais de trabalho escravo, que serão indiciados", diz. Usina IbiráA polícia também investigou a participação da usina Ibirá, local onde o bambuzal ficava. Segundo um dos empreiteiros, um funcionário conhecido por "Capitão" receberia em nome da usina pelo uso da terra. A assessoria da usina informou que o funcionário citado pelo empreiteiro não é contratado da usina, que arrenda as terras apenas para a produção de cana-de-açúcar e desconhece alguma ligação de qualquer funcionário com a questão do bambuzal. 15/07/2009

Nove trabalhadores rurais viviam em situação sub-humana

A Polícia Científica de Ribeirão Preto flagrou nesta quarta-feira (15) nove trabalhadores rurais vivendo em condições sub-humanas na zona rural de Santa Rosa do Viterbo. Os lavradores, que confeccionavam bambus que seriam usados como estacas em plantações de tomate, não recebiam salários há dois meses.

A denúncia partiu de dois trabalhadores que relataram as más condições no sindicato dos trabalhadores rurais. Eles viviam em barracas improvisadas próximas a um riacho. A comida ficava estocada em panelas sem nenhum acondicionamento ou higiene. Os alimentos eram levados pelo empregador, que depois descontaria do salário dos trabalhadores. Para tomar banho, usavam baldes e bacias para armazenar a água gelada do riacho. Eles também tinham que enfrentar o frio, já que nesta época, chega a fazer 6º C durante a madrugada no município.

A rotina começava às 7h e só terminava no fim da tarde. Nenhum deles tinha registro ou carteira assinada e a promessa era de ganhos por produtividade. Os dois empreiteiros responsáveis pelos trabalhadores rurais, Valdemir Batista Pereira e Antônio Remazini, afirmam que contrataram os nove homens que vieram de Itápolis há pelo menos 40 dias. "Foram os próprios cortadores que escolheram morar em cabanas no mato", diz Pereira.

O delegado que está cuidando do caso, Adalberto Gonini Júnior, vai indiciar os suspeitos e encaminhar o relatório da perícia ao Ministério Público do Trabalho. "Há claros sinais de trabalho escravo, que serão indiciados", diz.

Usina Ibirá
A polícia também investigou a participação da usina Ibirá, local onde o bambuzal ficava. Segundo um dos empreiteiros, um funcionário conhecido por "Capitão" receberia em nome da usina pelo uso da terra.

A assessoria da usina informou que o funcionário citado pelo empreiteiro não é contratado da usina, que arrenda as terras apenas para a produção de cana-de-açúcar e desconhece alguma ligação de qualquer funcionário com a questão do bambuzal.

15/07/2009


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