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Superintendência liberta 29 de trabalho escravo no corte de pinus

Um dos empregados da Fazenda Itapirapuã, em Doutor Ulysses (PR), dormia no curral; os outros ficavam em alojamento irregular. A água utilizada vinha de córrego. Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) não eram fornecidos

Mais um grupo de trabalhadores foi libertado de condições análogas à escravidão em propriedade de corte de pinus de reflorestamento, no Sul do país. Desta vez, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Paraná (SRTE/PR) encontrou 29 pessoas na Fazenda Itapirapuã, no município de Doutor Ulysses (PR), região do Varzeão, a 140 km da capital Curitiba. 

Alojamentos ilegais colocavam em risco a saúde e a segurança dos empregados (Foto: SRTE/PR)

Um dos trabalhadores dormia no curral da fazenda. O restante do grupo ficava alojado em barracos de madeira. O banheiro utilizado pelos empregados estava sem condições de higiene, segundo os fiscais. A água consumida diariamente vinha de um córrego e não recebia tratamento nenhum.

Os empregados trabalhavam para três empregadores diferentes. Somente cinco dos 29 trabalhadores tinham as Carteiras de Trabalho e da Previdência Social (CTPS) devidamente registradas pelo serviços prestados.

O pagamento era feito por diária e a única forma de controle eram as anotações em cadernetas. Os empregadores não depositavam os valores obrigatórios do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Equipamentos de proteção individual (EPIs) também não eram fornecidos. Alguns providenciavam proteções por conta própria. A operação, realizada na semana passada, contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Força Verde da Polícia Militar Ambiental (PMA) do Paraná.

Após a fiscalização, os trabalhadores receberam as verbas referentes à rescisão do contrato de trabalho. O valor total pago foi de R$ 64 mil referentes às rescisões trabalhistas e ao FGTS. 

*Com informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

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3 Comentários

  1. cid

    vocês deveriam sim divulgar o nome dos proprietários das propriedades, para que todos saibam quem são esses infratores.

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  2. Gilberto Toledo Garcia de Almeida

    Com o crescimento da bancada ruralista sendo que mais 50% de seus integrantes está nos partidos da base aliada do chefão Lula, fica impossível punir severamente os ruralistas escravagistas com o teor da ex futura lei, a PEC438/2001.Mas,pra que lei para punir ruralistas escravagistas? Afinal muitos deles estão no Congresso Nacional, Governos Estaduais, A.L, Prefeituras e Câmaras Municipais, e os que não estão neste antro de verdugos, estão nas corjas dos poderosos mercadores de políticos venais contratados e/ou recontratados não para defender os direitos de seus eleitores escravos ou não esvravos, mas garantirem os interesses dos donos dos seus passes:os ruralatifundiários e empresários.

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  3. Lucinda Rolnic Rodrigues

    É humanamente difícil de acreditar que a maior festa dos ratões de cartola é transformar cidadãos em camundongos e lixos.O poder pelos títulos honrosos vem corroendo no mesmo naipe de relações, cérebros outrora catalogados como “essência de um deus vivo”. Hoje infelizmente, mero queijo suíço engendrado em furnas análogo a excrementos que nem mesmo a pretensa ciência abstenha-se de contestar. E a festa dos “mouses” continuam com enxertia psíquica “Os ratos não roem as roupas dos reis, porque antes de começarem a roer, nós lhe arrancamos seus dentes”.

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