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Fiscalização da colheita Ministério do Trabalho e Promotoria fazem blitz em usinas da região e detectam irregularidades

Uma fiscalização conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego da 15 Região e o Ministério Público em quatro usinas da região de Ribeirão Preto, na terça-feira e ontem, detectou cortadores de cana-de-açúcar com falta de equipamento de proteção e moradia precária, além de suposta irregularidade na jornada de trabalho. Até o início da noite de ontem, toda a fiscalização ainda fazia diligência em uma das usinas. Foram fiscalizadas as usinas Bazan S/A (Pontal), Andrade (Pitangueiras), Central Energética Moreno Açúcar e Álcool (Luís Antônio) e Nardini Agroindustrial Ltda. (Vista Alegre do Alto). O balanço final será divulgado hoje. A fiscalização ocorreu de forma simultânea em todas as usinas. Os fiscais checaram as condições de trabalho no campo, como a existência de equipamentos de proteção, tipo de material oferecido para o trabalho, assistência médica, banheiro e transporte. Depois, as repúblicas dos cortadores de cana foram vistoriadas e o MP solicitou documentos às usinas para levantar o registro de trabalho e a carga horária -segundo o MP, há indícios de que os trabalhadores não recebam por toda a jornada de trabalho. A assessoria de imprensa da subdelegacia do MTE em Campinas explicou que o percurso entre a moradia e a lavoura deve ser contabilizado na carga horária, mas cortadores de cana relataram aos fiscais percursos de até uma hora e meia que não são pagos. O maior problema detectado na blitz foi a condição precária das repúblicas, principalmente dos que trabalham na Usina Bazan. Segundo o MTE, até seis pessoas dormem em um único espaço e se dividem em redes e até no chão. Há moradias com buracos na parede, fiação exposta e risco de incêndio, além da falta de chuveiro, o que obriga os trabalhadores a tomar banho em bicas d’água. Nenhum responsável na usina foi localizado. Trabalhador diz que vai pararTrabalhadores de usinas de cana-de-açúcar de todo o Estado de São Paulo poderão iniciar uma greve caso as reivindicações de reajuste salarial não sejam atendidas, segundo anunciou ontem a Federação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação do Estado de São Paulo (Fetiap). Segundo Wilson Vidoto Manson, secretário-geral da Fetiap, a entidade orientou os sindicatos dos trabalhadores rurais a realizar assembléias nas usinas com o objetivo de mobilização. Anteontem, foi realizada uma assembleia na Usina da Barra, do Grupo Cosan, em Barra Bonita, com a participação de 13 sindicatos. Segundo o coordenador das negociações, Antônio Gonçalves Filho, já foram realizadas mobilizações em outras nove usinas. Contingente45 mil É o número de trabalhadores em 45 usinas da região GABRIELA YAMADA

Uma fiscalização conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego da 15 Região e o Ministério Público em quatro usinas da região de Ribeirão Preto, na terça-feira e ontem, detectou cortadores de cana-de-açúcar com falta de equipamento de proteção e moradia precária, além de suposta irregularidade na jornada de trabalho.

Até o início da noite de ontem, toda a fiscalização ainda fazia diligência em uma das usinas. Foram fiscalizadas as usinas Bazan S/A (Pontal), Andrade (Pitangueiras), Central Energética Moreno Açúcar e Álcool (Luís Antônio) e Nardini Agroindustrial Ltda. (Vista Alegre do Alto). O balanço final será divulgado hoje.

A fiscalização ocorreu de forma simultânea em todas as usinas. Os fiscais checaram as condições de trabalho no campo, como a existência de equipamentos de proteção, tipo de material oferecido para o trabalho, assistência médica, banheiro e transporte.

Depois, as repúblicas dos cortadores de cana foram vistoriadas e o MP solicitou documentos às usinas para levantar o registro de trabalho e a carga horária -segundo o MP, há indícios de que os trabalhadores não recebam por toda a jornada de trabalho.

A assessoria de imprensa da subdelegacia do MTE em Campinas explicou que o percurso entre a moradia e a lavoura deve ser contabilizado na carga horária, mas cortadores de cana relataram aos fiscais percursos de até uma hora e meia que não são pagos.

O maior problema detectado na blitz foi a condição precária das repúblicas, principalmente dos que trabalham na Usina Bazan. Segundo o MTE, até seis pessoas dormem em um único espaço e se dividem em redes e até no chão. Há moradias com buracos na parede, fiação exposta e risco de incêndio, além da falta de chuveiro, o que obriga os trabalhadores a tomar banho em bicas d’água.

Nenhum responsável na usina foi localizado.

Trabalhador diz que vai parar
Trabalhadores de usinas de cana-de-açúcar de todo o Estado de São Paulo poderão iniciar uma greve caso as reivindicações de reajuste salarial não sejam atendidas, segundo anunciou ontem a Federação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação do Estado de São Paulo (Fetiap). Segundo Wilson Vidoto Manson, secretário-geral da Fetiap, a entidade orientou os sindicatos dos trabalhadores rurais a realizar assembléias nas usinas com o objetivo de mobilização. Anteontem, foi realizada uma assembleia na Usina da Barra, do Grupo Cosan, em Barra Bonita, com a participação de 13 sindicatos. Segundo o coordenador das negociações, Antônio Gonçalves Filho, já foram realizadas mobilizações em outras nove usinas.

Contingente
45 mil É o número de trabalhadores em 45 usinas da região

GABRIELA YAMADA


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