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OIT quer mais punição para o trabalho escravo

Apesar de todos os programas adotados pelo governo brasileiro, o país ainda não consegue colocar quase ninguém na cadeia por submeter trabalhadores a um regime de escravidão. A crítica é da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que, em um levantamento divulgado ontem, estima que a escravidão "rouba" US$ 20 bilhões de trabalhadores no mundo por ano em salários e pagamentos. Na América Latina, o salário "roubado" é de US$ 3,6 bilhões. Até hoje, apenas uma pessoa no Brasil foi para a cadeia por crimes relacionados à escravidão. A OIT admite que o país vem adotando multas altas para penalizar os empresários, mas alerta que isso ainda não é suficiente. – Se o Brasil quiser lidar com esse problema, precisa ir além de uma resposta por meio da Justiça Trabalhista. O que deve ocorrer é que a Justiça criminal precisa ser acionada para dar uma resposta – afirmou Robert Plant, diretor do Departamento de Combate ao Trabalho Escravo na OIT. Vítimas chegam a 12,3 milhões de pessoas No total, a estimativa é de que 12,3 milhões de pessoas são vítimas do trabalho escravo no mundo. A Ásia é a primeira, com 9,4 milhões de vítimas. A América Latina vem em segundo lugar, com 1,3 milhão. Destes, 200 mil seriam vítimas de tráfico de seres humanos. O alerta da OIT é de que, diante da crise econômica, há uma preocupação de que esse número possa aumentar.

Apesar de todos os programas adotados pelo governo brasileiro, o país ainda não consegue colocar quase ninguém na cadeia por submeter trabalhadores a um regime de escravidão.

A crítica é da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que, em um levantamento divulgado ontem, estima que a escravidão "rouba" US$ 20 bilhões de trabalhadores no mundo por ano em salários e pagamentos. Na América Latina, o salário "roubado" é de US$ 3,6 bilhões.

Até hoje, apenas uma pessoa no Brasil foi para a cadeia por crimes relacionados à escravidão. A OIT admite que o país vem adotando multas altas para penalizar os empresários, mas alerta que isso ainda não é suficiente.

– Se o Brasil quiser lidar com esse problema, precisa ir além de uma resposta por meio da Justiça Trabalhista.

O que deve ocorrer é que a Justiça criminal precisa ser acionada para dar uma resposta – afirmou Robert Plant, diretor do Departamento de Combate ao Trabalho Escravo na OIT.

Vítimas chegam a 12,3 milhões de pessoas

No total, a estimativa é de que 12,3 milhões de pessoas são vítimas do trabalho escravo no mundo. A Ásia é a primeira, com 9,4 milhões de vítimas. A América Latina vem em segundo lugar, com 1,3 milhão. Destes, 200 mil seriam vítimas de tráfico de seres humanos.

O alerta da OIT é de que, diante da crise econômica, há uma preocupação de que esse número possa aumentar.


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