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Relatório de visita da área do Acampamento Alto da Paz

A comissão formada pelo Movimento Estadual de Direitos Humanos (MEDH), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM), Roda de Fiar – Organização Popular de Comunicação, Cultura e Educação, membros do Acampamento Alta da Paz, juntamente com o chefe da Unidade INCRA Araguatins, visitaram a área do acampamento, no dia 8 de abril de 2009, para levantar as infra-estruturas feitas pelos acampados. Constatamos na área que a comunidade morava em casas bem estruturadas feitas com madeira, palhas amarradas e barro. Dentro das moradias notamos que havia fogões a lenha, camas feita de buriti, cadeiras, e outros objetos (brinquedos, roupas, cadernos, móveis, utensílios de cozinha) que os acampados foram obrigados a deixar para trás. Ao entrar nas casas percebemos que os poucos objetos deixados estavam revirados e alguns quebrados, como também parte das casas – como as portas – foram quebradas. Também havia um galpão onde funcionava a casa de farinha da comunidade, onde observamos que os fornos foram danificados. A comunidade também construiu um campo de futebol e várias cisternas. Na área do acampamento encontramos cachorros magros de fome, galinhas, gatos e jumentos, animais que os acampados não conseguiram levar no momento do despejo. Ao redor das casas existem muitas plantações, frutíferas: manga, caju, murici, abacate, mamão, banana, maracujá; plantas medicinais: hortelã, mastruz, boldo, açafrão, urucum, hortelã pimenta, vinagreira, pimentas; hortas: cebolinha, coentro, tomate; e também; mandioca, milho, feijão, fava, cabaça, gergelim e bata-doce. Nas roças, que segundo os acampados são cerca de 30 alqueires, a plantação de arroz (soma 20 alqueires da plantação) está passando da hora de colher. Os acampados antes do despejo estavam cortando o arroz para engajobar e bater, uma pequena parte foi colhida, outra pequena parte – ainda no cacho – foi guardado em dois galpões construídos no meio da roça, outra parte maior está cortada mais não foi recolhido e o restante ainda não foi nem cortado. A outra parte, cerca de 10 alqueires a plantação é variada, feijão, gergelim, cabaça, mandioca, milho, amendoim, fava e cana. Voltar para a matéria Despejados de área produtiva, sem-terra enfrentam precariedade

A comissão formada pelo Movimento Estadual de Direitos Humanos (MEDH), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM), Roda de Fiar – Organização Popular de Comunicação, Cultura e Educação, membros do Acampamento Alta da Paz, juntamente com o chefe da Unidade INCRA Araguatins, visitaram a área do acampamento, no dia 8 de abril de 2009, para levantar as infra-estruturas feitas pelos acampados. Constatamos na área que a comunidade morava em casas bem estruturadas feitas com madeira, palhas amarradas e barro. Dentro das moradias notamos que havia fogões a lenha, camas feita de buriti, cadeiras, e outros objetos (brinquedos, roupas, cadernos, móveis, utensílios de cozinha) que os acampados foram obrigados a deixar para trás. Ao entrar nas casas percebemos que os poucos objetos deixados estavam revirados e alguns quebrados, como também parte das casas – como as portas – foram quebradas. Também havia um galpão onde funcionava a casa de farinha da comunidade, onde observamos que os fornos foram danificados. A comunidade também construiu um campo de futebol e várias cisternas.

Na área do acampamento encontramos cachorros magros de fome, galinhas, gatos e jumentos, animais que os acampados não conseguiram levar no momento do despejo. Ao redor das casas existem muitas plantações, frutíferas: manga, caju, murici, abacate, mamão, banana, maracujá; plantas medicinais: hortelã, mastruz, boldo, açafrão, urucum, hortelã pimenta, vinagreira, pimentas; hortas: cebolinha, coentro, tomate; e também; mandioca, milho, feijão, fava, cabaça, gergelim e bata-doce.

Nas roças, que segundo os acampados são cerca de 30 alqueires, a plantação de arroz (soma 20 alqueires da plantação) está passando da hora de colher. Os acampados antes do despejo estavam cortando o arroz para engajobar e bater, uma pequena parte foi colhida, outra pequena parte – ainda no cacho – foi guardado em dois galpões construídos no meio da roça, outra parte maior está cortada mais não foi recolhido e o restante ainda não foi nem cortado. A outra parte, cerca de 10 alqueires a plantação é variada, feijão, gergelim, cabaça, mandioca, milho, amendoim, fava e cana.

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