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Prefeitura de Indaiatuba recebe denúncia de trabalho escravo em obra do Jardim Esplanada II

Esta semana, o Departamento de Fiscalização da Prefeitura de Indaiatuba encontrou dois trabalhadores vivendo em condições precárias em uma obra localizada no Jardim Esplanada II. Os dois pedreiros, Joanildo Santana do Nascimento, 30 anos, e Emerson Moreira de Abreu, 28 anos, do Rio de Janeiro e de Guaratinguetá, respectivamente, foram contratados pela construtora Casas Jafer, de São Paulo, para construir a casa onde estão vivendo desde janeiro sem pagamento. O Departamento de Vigilância Sanitária foi até o local na quarta-feira e no dia seguinte acionou a Delegacia Regional do Trabalho para que sejam tomadas as providências necessárias. Além da falta de dinheiro para a alimentação, as condições de moradia dos trabalhadores são totalmente insalubres, com uma fossa improvisada, chuveiro e vaso sanitário ao ar livre. De acordo com o relato das vítimas, eles foram trazidos para Indaiatuba por um funcionário da Jafer chamado Gilmar, com quem combinaram um salário de R$ 1.200,00 para o pedreiro Joanildo e R$ 700,00 para o ajudante Emerson. A Jafer se comprometeu ainda em dar mais R$ 600,00 por mês para os custos com alimentação, energia e água. Nada foi cumprido. No final de janeiro, a empresa deu R$ 580,00 para os dois que ainda tiveram que pagar um outro pedreiro que os ajudou a levantar o sobrado e concretar a laje, serviço que foi feito no prazo de 40 dias. Para piorar a situação, sem dinheiro nem sequer para a alimentação, a energia foi cortada por falta de pagamento. Os trabalhadores conseguiram um "bico" com o qual conseguiram religar a luz, mas já receberam o aviso de corte de água. O vizinho da obra, que está localizada à Rua Abrissio Dercoli, 123, também ajudou com a alimentação e indignado com a situação chegou a ligar para o representante da empresa que disse para mandar os dois rapazes da construção embora. Segundo os trabalhadores, o proprietário do imóvel veio ao local sábado passado, dia 14, e disse que está preocupado com a construção, mas não deu atenção ao problema dos pedreiros. Os dois já haviam trabalhado para a mesma empresa na construção de uma casa na cidade de Paranaíba, Mato Grosso do Sul. A construtora ficou devendo uma parte do salário combinado e disse que o acerto do atrasado seria feito aqui, em Indaiatuba. Quando ligam para o representante da empresa ele diz que vai trazer o pagamento, mas nunca vem. "Meu avô está doente, de cama, e me disse para eu não vir para a cidade grande porque era muito perigoso. Minha mãe disse que eu não tinha esposa, nem filhos por isso era melhor ficar na minha cidade mesmo. Eu teimei e vim e olha no que deu", falou Emerson. Até para conseguirem o material necessário na construção eles tiveram dificuldades. "A empresa queria que a gente comprasse as ferramentas e para mandar o material para terminar a primeira parte da construção nós tivemos que ficar pedindo todo o dia", reclamam. A visita da Fiscalização na obra foi acompanhada pela Guarda Municipal. O Departamento de Vigilância Sanitária vai aguardar a visita dos fiscais do Trabalho ao local e acompanhar as providências que serão tomadas. Apesar de a obra ter Alvará regularizado na Prefeitura, pode ser interditada diante dos fatos.  

Esta semana, o Departamento de Fiscalização da Prefeitura de Indaiatuba encontrou dois trabalhadores vivendo em condições precárias em uma obra localizada no Jardim Esplanada II. Os dois pedreiros, Joanildo Santana do Nascimento, 30 anos, e Emerson Moreira de Abreu, 28 anos, do Rio de Janeiro e de Guaratinguetá, respectivamente, foram contratados pela construtora Casas Jafer, de São Paulo, para construir a casa onde estão vivendo desde janeiro sem pagamento. O Departamento de Vigilância Sanitária foi até o local na quarta-feira e no dia seguinte acionou a Delegacia Regional do Trabalho para que sejam tomadas as providências necessárias.

Além da falta de dinheiro para a alimentação, as condições de moradia dos trabalhadores são totalmente insalubres, com uma fossa improvisada, chuveiro e vaso sanitário ao ar livre.

De acordo com o relato das vítimas, eles foram trazidos para Indaiatuba por um funcionário da Jafer chamado Gilmar, com quem combinaram um salário de R$ 1.200,00 para o pedreiro Joanildo e R$ 700,00 para o ajudante Emerson. A Jafer se comprometeu ainda em dar mais R$ 600,00 por mês para os custos com alimentação, energia e água. Nada foi cumprido. No final de janeiro, a empresa deu R$ 580,00 para os dois que ainda tiveram que pagar um outro pedreiro que os ajudou a levantar o sobrado e concretar a laje, serviço que foi feito no prazo de 40 dias.

Para piorar a situação, sem dinheiro nem sequer para a alimentação, a energia foi cortada por falta de pagamento. Os trabalhadores conseguiram um "bico" com o qual conseguiram religar a luz, mas já receberam o aviso de corte de água.

O vizinho da obra, que está localizada à Rua Abrissio Dercoli, 123, também ajudou com a alimentação e indignado com a situação chegou a ligar para o representante da empresa que disse para mandar os dois rapazes da construção embora.

Segundo os trabalhadores, o proprietário do imóvel veio ao local sábado passado, dia 14, e disse que está preocupado com a construção, mas não deu atenção ao problema dos pedreiros.

Os dois já haviam trabalhado para a mesma empresa na construção de uma casa na cidade de Paranaíba, Mato Grosso do Sul. A construtora ficou devendo uma parte do salário combinado e disse que o acerto do atrasado seria feito aqui, em Indaiatuba. Quando ligam para o representante da empresa ele diz que vai trazer o pagamento, mas nunca vem.

"Meu avô está doente, de cama, e me disse para eu não vir para a cidade grande porque era muito perigoso. Minha mãe disse que eu não tinha esposa, nem filhos por isso era melhor ficar na minha cidade mesmo. Eu teimei e vim e olha no que deu", falou Emerson.

Até para conseguirem o material necessário na construção eles tiveram dificuldades. "A empresa queria que a gente comprasse as ferramentas e para mandar o material para terminar a primeira parte da construção nós tivemos que ficar pedindo todo o dia", reclamam.

A visita da Fiscalização na obra foi acompanhada pela Guarda Municipal. O Departamento de Vigilância Sanitária vai aguardar a visita dos fiscais do Trabalho ao local e acompanhar as providências que serão tomadas. Apesar de a obra ter Alvará regularizado na Prefeitura, pode ser interditada diante dos fatos.

 


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