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Brasil quer derrubar exigência da UE para etanol

Nos debates de hoje com o G-8, o presidente Lula deverá repudiar a tentativa da União Européia (UE) de condicionar a abertura do mercado ao etanol brasileiro ao compromisso de que Brasília dê garantias de que a produção é ambientalmente sustentável e não usa trabalho escravo. Nos últimos dias, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, voltou a insistir nessa condição, que vai além da implementação do selo ambiental pelo governo brasileiro. "Não vejo por que a União Européia precisa de garantias", rebateu Amorim. "O selo já é uma garantia. Não há necessidade de nenhum acordo." No rápido debate dos líderes do G-5, a discussão sobre a ampliação da produção dos biocombustíveis acabou tangenciada até mesmo pelo seu maior patrocinador, o presidente Lula. Até o início da madrugada de hoje, horário do Japão, o documento final do encontro não havia sido divulgado pelo governo mexicano. Segundo Amorim, o texto reforça a argumentação brasileira de que o álcool derivado da cana-de-açúcar, ao contrário dos biocombustíveis produzidos com milho e oleaginosas, não figura entre as causas do aumento dos preços dos alimentos. A mesma posição tem sido apoiada pelo Banco Mundial. O debate sobre o etanol ficou reservado às conversas bilaterais de Lula, que se reuniu ontem com Calderón e com os presidentes sul-coreano, Lee Myung-Bak, e chinês, Hu Jintao. Denise Chrispim Marin 09/07/2008

Nos debates de hoje com o G-8, o presidente Lula deverá repudiar a tentativa da União Européia (UE) de condicionar a abertura do mercado ao etanol brasileiro ao compromisso de que Brasília dê garantias de que a produção é ambientalmente sustentável e não usa trabalho escravo. Nos últimos dias, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, voltou a insistir nessa condição, que vai além da implementação do selo ambiental pelo governo brasileiro. "Não vejo por que a União Européia precisa de garantias", rebateu Amorim. "O selo já é uma garantia. Não há necessidade de nenhum acordo."

No rápido debate dos líderes do G-5, a discussão sobre a ampliação da produção dos biocombustíveis acabou tangenciada até mesmo pelo seu maior patrocinador, o presidente Lula. Até o início da madrugada de hoje, horário do Japão, o documento final do encontro não havia sido divulgado pelo governo mexicano. Segundo Amorim, o texto reforça a argumentação brasileira de que o álcool derivado da cana-de-açúcar, ao contrário dos biocombustíveis produzidos com milho e oleaginosas, não figura entre as causas do aumento dos preços dos alimentos. A mesma posição tem sido apoiada pelo Banco Mundial.

O debate sobre o etanol ficou reservado às conversas bilaterais de Lula, que se reuniu ontem com Calderón e com os presidentes sul-coreano, Lee Myung-Bak, e chinês, Hu Jintao.

Denise Chrispim Marin
09/07/2008


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