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Polícia liberta trabalhadores rurais em situação precária

A Polícia Ambiental do Amapá resgatou, nesta segunda-feira (3), nove pessoas que trabalhavam em condições degradantes nas na extração de cipó-titica, uma fibra nobre usada em artesanato. Os trabalhadores estavam em uma localidade isolada da zona rural de Mazagão, município que fica a 50 quilômetros de Macapá. Os policiais resgataram dois menores de idade. "Eles já estavam há mais 35 dias na mata, retirando cipó. Ao entrar para efetuar o serviço, já entravam com dívida junto ao dono do serviço", afirma Sérgio Nascimento, comandante do Batalhão Ambiental. No ato do contrato com o empregador, os extrativistas recebiam uma cesta de alimentos no valor de R$600. Eles não conseguiam quitar o débito, que sempre crescia. Contratados sem registro na carteira de trabalho, os empregados cumpriam uma carga horária de trabalho de até 15 horas por dia. Dormiam em barracas de lona de plástico no meio da mata e, ao longo do serviço, o local de extração do cipó titica ficava cada vez mais distante do acampamento. "A gente trazia carregando mesmo, no ombro, andando. Dava, mais ou menos, uma hora, uma hora e meia", conta Natalino Alves, trabalhador rural. A operação apreendeu duas toneladas de cipó titica extraídas ilegalmente. A fibra é muito requisitada no mercado artesanal. O cipó só pode ser explorado com autorização da Secretaria de Meio Ambiente do Amapá, mediante apresentação do planto de manejo. O dono da carga, Vicente Corti Junior, apresentado como responsável pela contratação dos trabalhadores, foi preso e multado em R$ 2mil. A Delegacia do Trabalho do Amapá está investigando o caso. Do G1, com informações do Globo Rural04/03/2007

A Polícia Ambiental do Amapá resgatou, nesta segunda-feira (3), nove pessoas que trabalhavam em condições degradantes nas na extração de cipó-titica, uma fibra nobre usada em artesanato. Os trabalhadores estavam em uma localidade isolada da zona rural de Mazagão, município que fica a 50 quilômetros de Macapá.

Os policiais resgataram dois menores de idade. "Eles já estavam há mais 35 dias na mata, retirando cipó. Ao entrar para efetuar o serviço, já entravam com dívida junto ao dono do serviço", afirma Sérgio Nascimento, comandante do Batalhão Ambiental.

No ato do contrato com o empregador, os extrativistas recebiam uma cesta de alimentos no valor de R$600. Eles não conseguiam quitar o débito, que sempre crescia.

Contratados sem registro na carteira de trabalho, os empregados cumpriam uma carga horária de trabalho de até 15 horas por dia. Dormiam em barracas de lona de plástico no meio da mata e, ao longo do serviço, o local de extração do cipó titica ficava cada vez mais distante do acampamento.

"A gente trazia carregando mesmo, no ombro, andando. Dava, mais ou menos, uma hora, uma hora e meia", conta Natalino Alves, trabalhador rural.

A operação apreendeu duas toneladas de cipó titica extraídas ilegalmente. A fibra é muito requisitada no mercado artesanal.

O cipó só pode ser explorado com autorização da Secretaria de Meio Ambiente do Amapá, mediante apresentação do planto de manejo.

O dono da carga, Vicente Corti Junior, apresentado como responsável pela contratação dos trabalhadores, foi preso e multado em R$ 2mil.

A Delegacia do Trabalho do Amapá está investigando o caso.

Do G1, com informações do Globo Rural

04/03/2007


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Polícia liberta trabalhadores rurais em situação precária

Dois menores de idades estavam entre o grupo de trabalhadores em Mazagão.Outras sete pessoas foram encontradas no local e liberadas na operaçãoDo G1, com informações do Globo Rural A Polícia Ambiental do Amapá resgatou, nesta segunda-feira (3), nove pessoas que trabalhavam em condições degradantes nas na extração de cipó-titica, uma fibra nobre usada em artesanato. Os trabalhadores estavam em uma localidade isolada da zona rural de Mazagão, município que fica a 50 quilômetros de Macapá. Os policiais resgataram dois menores de idade. "Eles já estavam há mais 35 dias na mata, retirando cipó. Ao entrar para efetuar o serviço, já entravam com dívida junto ao dono do serviço", afirma Sérgio Nascimento, comandante do Batalhão Ambiental. No ato do contrato com o empregador, os extrativistas recebiam uma cesta de alimentos no valor de R$600. Eles não conseguiam quitar o débito, que sempre crescia. Contratados sem registro na carteira de trabalho, os empregados cumpriam uma carga horária de trabalho de até 15 horas por dia. Dormiam em barracas de lona de plástico no meio da mata e, ao longo do serviço, o local de extração do cipó titica ficava cada vez mais distante do acampamento. "A gente trazia carregando mesmo, no ombro, andando. Dava, mais ou menos, uma hora, uma hora e meia", conta Natalino Alves, trabalhador rural. A operação apreendeu duas toneladas de cipó titica extraídas ilegalmente. A fibra é muito requisitada no mercado artesanal. O cipó só pode ser explorado com autorização da Secretaria de Meio Ambiente do Amapá, mediante apresentação do planto de manejo. O dono da carga, Vicente Corti Junior, apresentado como responsável pela contratação dos trabalhadores, foi preso e multado em R$ 2mil. A Delegacia do Trabalho do Amapá está investigando o caso.

Dois menores de idades estavam entre o grupo de trabalhadores em Mazagão.
Outras sete pessoas foram encontradas no local e liberadas na operação

Do G1, com informações do Globo Rural

A Polícia Ambiental do Amapá resgatou, nesta segunda-feira (3), nove pessoas que trabalhavam em condições degradantes nas na extração de cipó-titica, uma fibra nobre usada em artesanato. Os trabalhadores estavam em uma localidade isolada da zona rural de Mazagão, município que fica a 50 quilômetros de Macapá.

Os policiais resgataram dois menores de idade. "Eles já estavam há mais 35 dias na mata, retirando cipó. Ao entrar para efetuar o serviço, já entravam com dívida junto ao dono do serviço", afirma Sérgio Nascimento, comandante do Batalhão Ambiental.

No ato do contrato com o empregador, os extrativistas recebiam uma cesta de alimentos no valor de R$600. Eles não conseguiam quitar o débito, que sempre crescia.

Contratados sem registro na carteira de trabalho, os empregados cumpriam uma carga horária de trabalho de até 15 horas por dia. Dormiam em barracas de lona de plástico no meio da mata e, ao longo do serviço, o local de extração do cipó titica ficava cada vez mais distante do acampamento.

"A gente trazia carregando mesmo, no ombro, andando. Dava, mais ou menos, uma hora, uma hora e meia", conta Natalino Alves, trabalhador rural.

A operação apreendeu duas toneladas de cipó titica extraídas ilegalmente. A fibra é muito requisitada no mercado artesanal.

O cipó só pode ser explorado com autorização da Secretaria de Meio Ambiente do Amapá, mediante apresentação do planto de manejo.

O dono da carga, Vicente Corti Junior, apresentado como responsável pela contratação dos trabalhadores, foi preso e multado em R$ 2mil.

A Delegacia do Trabalho do Amapá está investigando o caso.


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