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Parlamentares dos EUA pressionam por desculpas pela escravidão

Cinco estados norte-americanos fizeram algo nos últimos doze meses que nenhum estado tinha feito antes: expressaram pesar e pediram desculpas pela escravidão. Neste ano, o Congresso, que se reúne no Capitólio parcialmente construído por escravos, considerará a possibilidade de aprovação do seu próprio pedido de desculpas. "Nós temos visto os estados à nossa frente com relação a isso", diz o senador Tom Harkin, democrata do Iowa, citando as resoluções de Virginia, Maryland, North Carolina, Alabama e New Jersey. "Eu estou chocado [que o governo federal ainda não tenha se desculpado]. Está na hora de fazê-lo". Harkin declara que ele e o senador republicano Sam Brownback, do Kansas, devem propor ainda em março um pedido de desculpas não apenas pela escravidão, mas pela subseqüente "Leis de Jim Crow", que ampliaram a segregação racial. Segundo os propositores, eles contam com o apoio de outros 14 senadores, incluindo os pré-candidatos democratas à Presidência da República, Hillary Clinton e Barack Obama. Uma medida similar apresentada à casa no ano passado já tem 120 apoiadores. "Eu acho que 2008 será ´o´ ano", coloca o deputado democrata do Tenesse, Steve Cohen. Ele acha que as desculpas podem dar início a um diálogo acerca da questão racial que Obama poderá dar continuidade como o primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América. "O sucesso da candidatura de Obama comprova a irrelevãncia de uma desculpa" porque mostra um "progresso enorme" nas relações raciais, sustenta Roger Clegg, do Centro pela Oportunidade Igualitária, um grupo conservador que se autodescreve como contrária a preferências raciais. "Já não fomos fizemos o bastante?" Congresso já pediu desculpas antes, não pela escravidãoOs parlamentares dos EUA já pediram desculpas em 1988 por terem mantido nipo-americanos em campos de concentração durante a II Guerra Mundial e deram a cada sobrevivente uma indenização de US$ 20 mil. Em 1993, o Congresso pediu desculpas aos nativos do Havaí pela dizimação de seu povo um século antes. Em 2005, o Senado se desculpou por não ter aprovado até então uma legislação reprimindo linchamentos. Não há registros de esforços prioritários do Senado para o pedido de desculpas por escravidão. Na Câmara dos Deputados, Tony Hall, democrata de Ohio, propôs um pedido nesse sentido, e John Conyers, democrata de Michigan, tenta aprovar desde 1989 um projeto para criar uma comissão que possa estudar os impactos da escravidão e possíveis providências, como reparações e pagamento de indenizações. Wendy Koch 29/02/2008 Leia também:New Jersey pede desculpas pela escravidão

Cinco estados norte-americanos fizeram algo nos últimos doze meses que nenhum estado tinha feito antes: expressaram pesar e pediram desculpas pela escravidão. Neste ano, o Congresso, que se reúne no Capitólio parcialmente construído por escravos, considerará a possibilidade de aprovação do seu próprio pedido de desculpas.

"Nós temos visto os estados à nossa frente com relação a isso", diz o senador Tom Harkin, democrata do Iowa, citando as resoluções de Virginia, Maryland, North Carolina, Alabama e New Jersey. "Eu estou chocado [que o governo federal ainda não tenha se desculpado]. Está na hora de fazê-lo".

Harkin declara que ele e o senador republicano Sam Brownback, do Kansas, devem propor ainda em março um pedido de desculpas não apenas pela escravidão, mas pela subseqüente "Leis de Jim Crow", que ampliaram a segregação racial. Segundo os propositores, eles contam com o apoio de outros 14 senadores, incluindo os pré-candidatos democratas à Presidência da República, Hillary Clinton e Barack Obama. Uma medida similar apresentada à casa no ano passado já tem 120 apoiadores.

"Eu acho que 2008 será ´o´ ano", coloca o deputado democrata do Tenesse, Steve Cohen. Ele acha que as desculpas podem dar início a um diálogo acerca da questão racial que Obama poderá dar continuidade como o primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América.

"O sucesso da candidatura de Obama comprova a irrelevãncia de uma desculpa" porque mostra um "progresso enorme" nas relações raciais, sustenta Roger Clegg, do Centro pela Oportunidade Igualitária, um grupo conservador que se autodescreve como contrária a preferências raciais. "Já não fomos fizemos o bastante?"

Congresso já pediu desculpas antes, não pela escravidão
Os parlamentares dos EUA já pediram desculpas em 1988 por terem mantido nipo-americanos em campos de concentração durante a II Guerra Mundial e deram a cada sobrevivente uma indenização de US$ 20 mil. Em 1993, o Congresso pediu desculpas aos nativos do Havaí pela dizimação de seu povo um século antes. Em 2005, o Senado se desculpou por não ter aprovado até então uma legislação reprimindo linchamentos.

Não há registros de esforços prioritários do Senado para o pedido de desculpas por escravidão. Na Câmara dos Deputados, Tony Hall, democrata de Ohio, propôs um pedido nesse sentido, e John Conyers, democrata de Michigan, tenta aprovar desde 1989 um projeto para criar uma comissão que possa estudar os impactos da escravidão e possíveis providências, como reparações e pagamento de indenizações.

Wendy Koch

29/02/2008

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New Jersey pede desculpas pela escravidão


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