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Sábado-Feira abre espaço para entidades da capital paulista

Organizações que desenvolvem ações em diferentes regiões da mterópole aproveitam evento que fez parte do Dia de Mobilização do FSM para ganhar maior projeção, conhecer outras experiências e até possibilitar novas parcerias

O Sábado-Feira, evento realizado no último sábado (26) em São Paulo como parte do Dia de Mobilização e Ação Global do Fórum Social Mundial (FSM), deu uma forcinha para a vocação da maior cidade do país como espaço de convergência entre pessoas de origens e experiências diferentes.

Diretor de projetos da Casa Eco Cultural da Brasilândia, localizada na Zona Norte da capital, Osvaldo Cesário Júnior salientou a importância do evento não só para conhecer outras organizações (e saber mais sobre as dificuldades que elas enfrentam), mas principalmente para que esses contatos possam se traduzir na ampliação de horizontes. "É necessário que as entidades revejam seus conceitos sociais para que possam trabalhar juntas, sempre pelo mesmo ideal. E lutar por uma distribuição de renda mais justa em nosso país".

A projeção maior para as entidades participantes e a abertura para novas parcerias foram citadas por Gilberto Oliveira Santana, da Organização Civil de Ação Social (Ocas), que publica a Revista Ocas, como os principais fatores que conferiram relevância ao Sábado-Feira.

Na opinião de Andréia Magri, integrante do Movimento Nossa São Paulo – que organizou o Dia Mundial Sem Carro, em setembro do ano passado -, o conjunto de atividades do Sábado-Feira foi interessante porque tornou visível "o grande número de pessoas que querem fazer algo diferente no Brasil e no Mundo".

A partir do evento, a sociedade pôde perceber a existência de trabalhos distintos que mostram "um mundo diferente", avaliou Maria das Dores, da Associação Indígena SOS – Comunidade Pankararu, que mantém tradições mesmo na periferia de São Paulo. Segundo ela, a comunidade indígena de São Paulo não tem acesso a informações nem oportunidades para mostrar seu trabalho.

Houve também quem aproveitou o encontro para protestar contra a burocracia imposta por órgãos públicos às organizações civis que almejam apresentar projetos sociais pedindo financiamento. Foi o caso de Jotta Ribeiro, coordenador do projeto Arte na Lata da ONG Meninos da Lata, de Osasco (SP), município da região metropolitana de São Paulo. Os meninos de Jotta formam um grupo musical que utilizam sucata e materiais reciclados para produzir sons e timbres diferenciados. De início, o projeto reuniu 25 crianças e, por falta de recursos, hoje atende apenas 15. Além do Arte na Lata, a organização desenvolve outros projetos com a comunidade.

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