A Repórter Brasil está sob censura judicial desde o dia 9 de outubro de 2015. Saiba mais.

Manifestação vira teatro de rua no Dia de Mobilização em SP

Peça foi encenada ao ar livre no centro de São Paulo por centenas de manifestantes que se dividiram em quatro grupos de diferentes movimentos; atividade faz parte de versão descentralizada do Fórum Social Mundial

Um imenso palco coloriu o Viaduto do Chá, no centro de São Paulo, na tarde deste sábado (26). Quatro grupos, cada um vestido de uma cor e representando conjuntos de reivindicações, uniram-se em frente à prefeitura da cidade e encenaram uma peça em que movimentos sociais combatiam o "Império".

Grupos coloridos representaram diferentes reivindicações sociais e se enfrantaram simbolicamente no teatro a céu aberto promovido no Dia de Mobilização e Ação Global em São Paulo

A encenação, baseada na peça Rei Lear, do escritor William Shakespeare, teve como atores centenas de integrantes de organizações da sociedade civil, e fez parte do Dia de Mobilização e Ação Global – versão descentralizada do Fórum Social Mundial em 2008.

Sem palanques nem discursos longos, o jeito alegre e criativo de manifestação organizada pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) – que reúne, entre outras entidades, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) – se deu sob o ritmo de gritos de guerra e confrontos encenados, em que cada grupo mostrava ao outro suas reivindicações.

O espírito lúdico, porém, não ofuscou o tom de protesto: "Estamos representando um papel que encenamos em todos os dias da nossa vida", conta Kika Silva, da Marcha Mundial das Mulheres (MMM).

"Fazer teatro é saúde coletiva. E o teatro de rua é o mais digno, pois não passa pela bilheteria. Quem quiser, fica, quem não quer, vai embora", afirma Graça Cremon, produtora cultural que coordenou a peça.

Grupos coloridos
O espetáculo começou com a concentração dos grupos em torno da sede da Prefeitura de São Paulo. De amarelo, mulheres e negros representavam as minorias. Sindicalistas e estudantes vestiam-se de azul, defendendo os direitos trabalhistas e a reforma da educação. De vermelho, os movimentos sociais ligados ao campo reclamavam a reforma agrária e a soberania energética. Em frente à prefeitura, um grupo de branco representava os ícones capitalistas, como o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e corporações multinacionais.

Após treinarem seus gritos de guerra e discutirem suas reivindicações, os grupos se juntaram em confrontos simbólicos sobre o Viaduto do Chá. A peça terminou com o ataque – nem tão simbólico assim – de bexigas d´água coloridas sobre o grupo branco, além da queima de um boneco do presidente Bush.

Leia também:

Avanço na educação não faz guerra refluir, adverte relator da ONU
Brasil e África devem conversar mais, propõe antropólogo do Mali


Apoie a Repórter Brasil

saiba como

1 Comentário

  1. ronald santos

    muito bem .. apoiado

    Responder

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *