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Caso de escravidão perto de NY vai a julgamento

Duas indonésias que trabalhavam como empregadas domésticas de um casal milionário que vivia no bairro de Muttontown, em Nova Iorque (EUA), foram submetidas a "formas cruéias de tortura", definiu o promotor público Mark Lesko em julgamento realizado esta semana. O advogado citou uma lista de abusos sofridos pelas mulheres que incluía a ingestão forçada de vômitos, queimaduras e perfurações corporais. "Isso não aconteceu em 1800. Foi em pleno século XXI", disse Mark Lesko durante o julgamento. Varsha Mahender Sabhnani e seu marido Mahender Murlidhar Sabhnani alegam inocência da acusação dos crimes de trabalho escravo contemporâneo e asilo a estrangeiros ilegais. Se condenados, os dois devem ficar confinados na prisão por 40 anos. Enung e Samirah deixaram a Indonésia e migraram para os EUA em busca do "sonho americano". Elas têm, respectivamente, nove e cinco filhos no país de origem. Segundo o advogado de defesa de Varsha, Jefrey Hoffman, os relatos do cotidiano da vida enviados em cartas pelas duas para parentes eram "exageiros grosseiros". As agressões se davam, de acordo com as vítimas, como punição arbitrária da dona da ampla casa. O promotor disse ainda que Varsha Mahender Sabhnani era a responsável primária pelas condições das indonésias, mas o marido dela, que trabalha com comércio de perfumes, foi cúmplice. "Pergunte você mesmo o que é pior: o espírito perverso que tortura empregadas domésticas ou o homem da csa que deixa isso acontecer", disse Mark Lesko ao júri.

Duas indonésias que trabalhavam como empregadas domésticas de um casal milionário que vivia no bairro de Muttontown, em Nova Iorque (EUA), foram submetidas a "formas cruéias de tortura", definiu o promotor público Mark Lesko em julgamento realizado esta semana. O advogado citou uma lista de abusos sofridos pelas mulheres que incluía a ingestão forçada de vômitos, queimaduras e perfurações corporais.

"Isso não aconteceu em 1800. Foi em pleno século XXI", disse Mark Lesko durante o julgamento. Varsha Mahender Sabhnani e seu marido Mahender Murlidhar Sabhnani alegam inocência da acusação dos crimes de trabalho escravo contemporâneo e asilo a estrangeiros ilegais. Se condenados, os dois devem ficar confinados na prisão por 40 anos.

Enung e Samirah deixaram a Indonésia e migraram para os EUA em busca do "sonho americano". Elas têm, respectivamente, nove e cinco filhos no país de origem. Segundo o advogado de defesa de Varsha, Jefrey Hoffman, os relatos do cotidiano da vida enviados em cartas pelas duas para parentes eram "exageiros grosseiros". As agressões se davam, de acordo com as vítimas, como punição arbitrária da dona da ampla casa.

O promotor disse ainda que Varsha Mahender Sabhnani era a responsável primária pelas condições das indonésias, mas o marido dela, que trabalha com comércio de perfumes, foi cúmplice. "Pergunte você mesmo o que é pior: o espírito perverso que tortura empregadas domésticas ou o homem da csa que deixa isso acontecer", disse Mark Lesko ao júri.


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