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Brasileiros têm 52% do mercado de carne bovina

O avanço dos frigoríficos brasileiros sobre outros países já dá às empresas de carne bovina do Brasil participação de 52% nas exportações mundiais do produto. O volume mundial de carne bovina comercializado é de 7,1 milhões de toneladas por ano. Desse volume, 33% saem do Brasil. A participação dos frigoríficos brasileiros em empresas na Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Estados Unidos, Austrália, e agora na Itália, eleva o percentual para 52%. Marcus Vinicius Pratini de Moraes, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), diz que "a experiência brasileira está se espalhando para o mundo". Neste ano, as exportações brasileiras de carne bovina, em produto, devem somar 1,6 milhão de toneladas, no valor de US$ 4,45 bilhões. As vendas externas correspondentes a carcaças superam 2,5 milhões de toneladas. As exportações brasileiras deste ano devem superar em 4%, em volume, as de 2006, e em 13% em receitas financeiras. O avanço do Brasil no mercado externo continuará em 2008, com o volume total de produto exportado atingindo 1,7 milhão de toneladas e receitas próximas de US$ 5 bilhões, conforme estimativas da Abiec. O avanço em volume ocorre porque o Brasil está conseguindo novos mercados, como Cuba, Malásia e China, além da revogação das limitações da Rússia. Pratini diz, no entanto, que a fase da carne commodity passou. "Não queremos vender carne como soja e trigo, mas com mais qualidade." Por isso, a Abiec prevê evolução de 5% no volume em 2008, mas com crescimento de 15% nas receitas no próximo ano. O valor agregado à carne deve ser por meio de cortes especiais, como filé mignon e contrafilé, produtos que poderão, inclusive, ser enviados de avião para os países importadores. Pratini está confiante com a possível aprovação da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) ao trabalho desenvolvido pelo Brasil na área de sanidade nos dois últimos anos. Uma missão do organismo está no país e o resultado será referendado em maio de 2008. Para Pratini, o aval da OIE é importante porque muitos países, "inexplicavelmente", ainda mantêm as portas fechadas para o Brasil. Ele citou Chile e África do Sul, além da oposição sistemática dos irlandeses. ConcorrênciaO Brasil avança na colocação de carne no mercado mundial, mas pode começar a sofrer concorrência na própria casa. Os italianos querem importar do Brasil 200 mil bezerros em pé para engordar na Itália, diminuindo assim a compra de carne processada. "Não temos com que nos preocupar. É muito pouco", afirma Pratini. 11/12/2007

O avanço dos frigoríficos brasileiros sobre outros países já dá às empresas de carne bovina do Brasil participação de 52% nas exportações mundiais do produto. O volume mundial de carne bovina comercializado é de 7,1 milhões de toneladas por ano. Desse volume, 33% saem do Brasil. A participação dos frigoríficos brasileiros em empresas na Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Estados Unidos, Austrália, e agora na Itália, eleva o percentual para 52%.

Marcus Vinicius Pratini de Moraes, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), diz que "a experiência brasileira está se espalhando para o mundo".

Neste ano, as exportações brasileiras de carne bovina, em produto, devem somar 1,6 milhão de toneladas, no valor de US$ 4,45 bilhões. As vendas externas correspondentes a carcaças superam 2,5 milhões de toneladas.

As exportações brasileiras deste ano devem superar em 4%, em volume, as de 2006, e em 13% em receitas financeiras. O avanço do Brasil no mercado externo continuará em 2008, com o volume total de produto exportado atingindo 1,7 milhão de toneladas e receitas próximas de US$ 5 bilhões, conforme estimativas da Abiec.

O avanço em volume ocorre porque o Brasil está conseguindo novos mercados, como Cuba, Malásia e China, além da revogação das limitações da Rússia. Pratini diz, no entanto, que a fase da carne commodity passou. "Não queremos vender carne como soja e trigo, mas com mais qualidade."

Por isso, a Abiec prevê evolução de 5% no volume em 2008, mas com crescimento de 15% nas receitas no próximo ano.

O valor agregado à carne deve ser por meio de cortes especiais, como filé mignon e contrafilé, produtos que poderão, inclusive, ser enviados de avião para os países importadores.

Pratini está confiante com a possível aprovação da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) ao trabalho desenvolvido pelo Brasil na área de sanidade nos dois últimos anos. Uma missão do organismo está no país e o resultado será referendado em maio de 2008.

Para Pratini, o aval da OIE é importante porque muitos países, "inexplicavelmente", ainda mantêm as portas fechadas para o Brasil. Ele citou Chile e África do Sul, além da oposição sistemática dos irlandeses.

Concorrência
O Brasil avança na colocação de carne no mercado mundial, mas pode começar a sofrer concorrência na própria casa.

Os italianos querem importar do Brasil 200 mil bezerros em pé para engordar na Itália, diminuindo assim a compra de carne processada. "Não temos com que nos preocupar. É muito pouco", afirma Pratini.

11/12/2007


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