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Quatro indígenas são baleados em despejo organizado por fazendeiros no Mato Grosso do Sul

No dia 17 de novembro (sábado), quatro Guarani Kaiowá foram baleados numa ação de despejo organizada por fazendeiros no sul do Mato Grosso do Sul, próximo ao município de Amambai. Um grupo de cerca de 100 Guarani haviam retomado parte de sua terra tradicional, chamada Kurussu Ambá, na quinta-feira, dia 15 de novembro. Eles chegaram a montar algumas barracas na área, sob vigilância de seguranças dos fazendeiros. No sábado, alguns fazendeiros acompanhados de seguranças tentaram fazer um acordo com os indígenas. Eles ofereceram uma vaca e algumas cestas básicas para que os Guarani deixassem a área. Segundo uma das lideranças da comunidade, eles não aceitaram a oferta, mas temendo serem expulsos com muita violência, pediram um caminhão para que os fazendeiros os levassem de volta para a aldeia Taquapery, onde eles estavam antes. A viagem de volta, foi acompanhada por Christiano Bortolotto, presidente do Sindicato Rural de Amambai, em uma caminhonete. Ao desembarcarem do caminhão, tiros foram disparados na direção dos indígenas. Neo Lopes de 35 anos, Gilmar Batista de 22, Astúrio Benites de 23 anos e Angélica Barrios de 22 anos receberam tiros. Angélica ainda está no hospital. Os demais Guarani voltaram à aldeia, mas ainda se sentem mal. Na confusão, uma das pessoas que atacava os indígenas também ficou ferida. A Administração da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Dourados foi informada da retomada na quinta-feira. Durante a ocupação nem a Funai, nem a Polícia Federal foram à área. Após o confronto em Taquapery, a base da Funai em Amanbai acionou a Polícia Federal de Ponta Porã. Eles pediram que os indígenas fossem ouvidos. A PF informou que quem está cuidando do caso é a Polícia Civil de Coronel Sapucaia, onde os indígenas registraram um Boletim de Ocorrência. Até agora, nenhum indígena foi ouvido. A Funai ainda não foi até a aldeia. Os indígenas perderam o material de seus barracos e, por isso, muitas pessoas estão expostas à forte chuva que atinge a região. Em janeiro, estas famílias Guarani já haviam tentado retomar Kurussu Ambá. Naquela ocasião, os fazendeiros também agiram como se tivessem poder de polícia e, durante o despejo, seguranças contratados por eles mataram a rezadeira Xurete Lopes, de 70 anos.

No dia 17 de novembro (sábado), quatro Guarani Kaiowá foram baleados numa ação de despejo organizada por fazendeiros no sul do Mato Grosso do Sul, próximo ao município de Amambai.

Um grupo de cerca de 100 Guarani haviam retomado parte de sua terra tradicional, chamada Kurussu Ambá, na quinta-feira, dia 15 de novembro. Eles chegaram a montar algumas barracas na área, sob vigilância de seguranças dos fazendeiros.

No sábado, alguns fazendeiros acompanhados de seguranças tentaram fazer um acordo com os indígenas. Eles ofereceram uma vaca e algumas cestas básicas para que os Guarani deixassem a área. Segundo uma das lideranças da comunidade, eles não aceitaram a oferta, mas temendo serem expulsos com muita violência, pediram um caminhão para que os fazendeiros os levassem de volta para a aldeia Taquapery, onde eles estavam antes.

A viagem de volta, foi acompanhada por Christiano Bortolotto, presidente do Sindicato Rural de Amambai, em uma caminhonete. Ao desembarcarem do caminhão, tiros foram disparados na direção dos indígenas. Neo Lopes de 35 anos, Gilmar Batista de 22, Astúrio Benites de 23 anos e Angélica Barrios de 22 anos receberam tiros. Angélica ainda está no hospital. Os demais Guarani voltaram à aldeia, mas ainda se sentem mal. Na confusão, uma das pessoas que atacava os indígenas também ficou ferida.

A Administração da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Dourados foi informada da retomada na quinta-feira. Durante a ocupação nem a Funai, nem a Polícia Federal foram à área.

Após o confronto em Taquapery, a base da Funai em Amanbai acionou a Polícia Federal de Ponta Porã. Eles pediram que os indígenas fossem ouvidos. A PF informou que quem está cuidando do caso é a Polícia Civil de Coronel Sapucaia, onde os indígenas registraram um Boletim de Ocorrência. Até agora, nenhum indígena foi ouvido.

A Funai ainda não foi até a aldeia. Os indígenas perderam o material de seus barracos e, por isso, muitas pessoas estão expostas à forte chuva que atinge a região.

Em janeiro, estas famílias Guarani já haviam tentado retomar Kurussu Ambá. Naquela ocasião, os fazendeiros também agiram como se tivessem poder de polícia e, durante o despejo, seguranças contratados por eles mataram a rezadeira Xurete Lopes, de 70 anos.


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